Rio Branco, 27 de julho de 2026.

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Resex Chico Mendes permanece entre as unidades de conservação mais pressionadas pelo desmatamento

Resex ocupa a sexta posição entre as unidades de conservação mais ameaçadas – Foto cedida

A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes voltou a figurar entre as unidades de conservação com maior área desmatada da Amazônia Legal. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, a reserva registrou 1 quilômetro quadrado de desmatamento em junho de 2026, ocupando a sexta posição no ranking das áreas protegidas mais afetadas no período.

O levantamento é liderado pela Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, com 17 km² de desmatamento. Em seguida aparecem a Floresta Nacional de Altamira, também no Pará, com 9 km², e a Floresta Nacional do Jamanxim, a APA do Tapajós e a APA do Lago de Tucuruí, todas no estado paraense. A Resex Chico Mendes divide o sexto lugar com a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Mato Grosso, ambas com 1 km² de área desmatada.

Criada em 1990 para proteger a floresta e assegurar o modo de vida das populações extrativistas, a Resex Chico Mendes tem figurado com frequência nos levantamentos sobre pressão ambiental na Amazônia. Embora a área desmatada registrada em junho seja pequena em comparação com outras unidades de conservação, sua presença recorrente entre as mais impactadas evidencia que a reserva continua sob pressão de atividades que ameaçam a cobertura florestal.

Além da Resex Chico Mendes, o Acre também aparece no ranking das terras indígenas mais afetadas pelo desmatamento em junho. A Terra Indígena Kaxinawá Nova Olinda ocupa a sexta posição entre as áreas indígenas com maior perda de cobertura florestal na Amazônia Legal, com 0,1 quilômetro quadrado de desmatamento registrado no período. Ainda entre as Unidades de Conservação, a Floresta Estadual do Afluente do Complexo Seringal Jurupari aparece na lista com 0,3 quilômetro quadrado.

O resultado acompanha o aumento do desmatamento observado no Acre durante o mês de junho. O estado registrou 27 km² de áreas desmatadas, alta de 29% em relação ao mesmo mês de 2025, e respondeu por 9% de todo o desmatamento detectado na Amazônia Legal, ocupando a quarta posição entre os estados. Apesar desse avanço mensal, o Acre ainda mantém uma redução de 27% no acumulado do período de agosto de 2025 a junho de 2026 em comparação com o ciclo anterior, segundo o SAD.

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