
O Acre registrou um aumento estatisticamente alarmante nos crimes de roubo seguido de morte, o latrocínio, em 2025. De acordo com os dados da Tabela 04 do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estado viu o número de vítimas saltar de apenas um caso em 2024 para seis no ano passado, o que representa uma variação positiva de 497,5%.
Embora os números absolutos sejam pequenos, a tendência coloca o Acre em uma direção oposta à do restante do país. Enquanto o Brasil conseguiu reduzir as mortes por latrocínio em 17% no último ano, o estado acreano apresentou o crescimento percentual mais acentuado do país. A taxa de latrocínios por 100 mil habitantes no estado subiu de 0,1 para 0,7 no período analisado.
Criminalidade mais letal A explosão deste indicador sugere um agravamento na agressividade da criminalidade patrimonial no estado. Ao contrário do homicídio doloso, o latrocínio é classificado como um crime contra o patrimônio no qual a violência empregada resulta na morte da vítima. Enquanto o país atinge marcos históricos de redução em quase todas as modalidades de crimes patrimoniais e mortes violentas, o Acre caminha no sentido contrário neste indicador específico.
O relatório destaca que o latrocínio possui um padrão de vitimização distinto: além da alta concentração entre jovens, há uma elevação expressiva de casos entre pessoas com 60 anos ou mais, que representam cerca de 28% das vítimas dessa categoria no Brasil.
Para os analistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o aumento severo desse tipo penal reforça a necessidade de políticas de proteção voltadas a grupos vulneráveis e estratégias de segurança que consigam frear a letalidade nas ocorrências de roubo, que hoje figuram como um dos principais gatilhos de medo e insegurança para a população.







