Rio Branco, 1 de agosto de 2026.

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Acre chega ao início de agosto com 97 focos de calor e registra redução de quase 60% em relação a 2025

Apesar da redução, os próximos meses costumam ser os que mais têm foco de calor ao longo do ano – Foto cedida

O Acre inicia o mês de agosto — período que marca o avanço da estação seca na Amazônia e o aumento do risco de queimadas — com um cenário mais favorável do que o observado nos últimos anos. Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que o estado registrou 97 focos de calor entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, uma redução de 58,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam sido contabilizados 235 registros.

Na comparação com 2024, quando o estado acumulava 740 focos até o início de agosto, a queda é ainda mais expressiva, superior a 86%. Os números indicam que, até o momento, 2026 apresenta um comportamento menos crítico, embora especialistas alertem que os próximos meses serão decisivos para o comportamento da temporada de queimadas.

O histórico do INPE mostra que agosto, setembro e outubro concentram tradicionalmente o maior número de focos de calor no Acre, impulsionados pela redução das chuvas, baixa umidade do ar e aumento das queimadas para limpeza de áreas. Por isso, o acumulado reduzido registrado até agora não garante que o restante da estação seca seguirá no mesmo ritmo.

Os dados mensais reforçam a tendência de redução observada neste ano. Somente em julho, foram registrados 54 focos de calor, contra 163 no mesmo mês de 2025, o que representa uma diminuição de aproximadamente 67%.

Feijó lidera ocorrências

Entre os municípios acreanos, Feijó concentra o maior número de focos registrados em 2026, com 23 ocorrências, o equivalente a 23,7% do total estadual. Em seguida aparecem Rodrigues Alves e Tarauacá, ambos com nove registros, seguidos por Cruzeiro do Sul (sete), Porto Walter e Rio Branco, com seis focos cada.

Unidades de conservação

Nas unidades de conservação federais localizadas no Acre foram identificados nove focos de calor no período analisado. Mais da metade deles ocorreu na Reserva Extrativista Chico Mendes, que contabilizou cinco registros. A Resex do Alto Juruá teve dois focos, enquanto o Parque Nacional da Serra do Divisor e a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema registraram um foco cada.

Para as unidades de conservação e terras indígenas estaduais, o Banco de Dados do Programa Queimadas não apresentava registros até a noite de 31 de julho.

Feijó lidera o número de focos de calor – Foto reprodução

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