A Rainha do Rodeio da Expoacre 2026, Érica Oliveira, publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira, 7, relatando como se deu o episódio em que afirma ter sido vítima de injúria racial enquanto cumpria sua agenda oficial durante a feira, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco.
Em seu relato, Érica contou que o episódio ocorreu enquanto cumprimentava visitantes no evento.
“Ontem, enquanto eu estava caminhando na Expoacre e cumprimentando pessoas, especificamente cumprimentando um cadeirante e sua filha, eu vivi uma situação que eu jamais imaginei que poderia acontecer em um ambiente que deveria ser apenas de celebração”, contou Érica.
Segundo a Rainha do Rodeio, enquanto conversava com os visitantes, uma mulher se aproximou e passou a ofendê-la.
“Nesse momento que eu conversava com eles, uma senhora se aproximou de mim e me proferiu injúrias racistas com a seguinte frase, gente, olha que absurdo: ‘Uma macaca dessa não deveria nem ter ganhado’. Naquele momento eu não consegui compreender, não consegui entender aquela situação. Eu continuei tirando fotos e cumprimentando as pessoas, mas as pessoas que estavam ao meu redor, meus amigos e os meus assessores, eles conseguiram compreender o que foi falado, pediram para ela repetir, compreenderam a situação e a gravidade disso tudo”, relatou.
Érica afirmou que, naquele momento, uma guarnição da Polícia Militar passava pelo local, foi acionada e abordou a suspeita.
A Rainha do Rodeio disse ainda que decidiu exercer o direito de representar criminalmente contra a suspeita das ofensas para que os fatos sejam apurados.
“Imediatamente, gente, eu decidi exercer o direito que pertence a todas as vítimas, que é de representar judicialmente, para que todos os fatos sejam apurados na forma da lei”, afirmou.
Segundo Érica, policiais militares e civis prestaram acolhimento imediato e adotaram as providências cabíveis. A suspeita foi presa e encaminhada à Delegacia de Flagrantes (Defla).
“Imediatamente, a Polícia Militar e a Polícia Civil, que têm uma unidade dentro da Expoacre, foram acionadas, me acolheram, me explicaram toda a situação e fizeram todas as medidas cabíveis, inclusive a prisão imediata da autora. Ela foi encaminhada à Defla. Gente, racismo é um crime inafiançável. Eu quero deixar bem claro que esse vídeo não é um ato de vingança. Eu não quero incitar o ódio a ninguém. Pelo contrário, esse vídeo existe porque, em nenhum momento, o silêncio protege a vítima, protege quem sofre preconceito”, declarou.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o caso deverá ser encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela continuidade da investigação.
Veja o vídeo:








