Rio Branco, 3 de agosto de 2026.

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Do Bujari para a Expoacre, produtor apresenta mel de abelhas nativas e esclarece mitos sobre o alimento

Segundo o apicultor, o mel produzido pelas abelhas sem ferrão possui características próprias – Foto Gustavo Mota

Um dos expositores presentes na Expoacre deste ano é o apicultor José Augusto, do município de Bujari, que apresenta ao público as diferenças entre as espécies criadas no estado.

Em entrevista ao Portal Acre, ele explicou que a apicultura acreana trabalha com dois tipos de abelhas: a Apis mellifera, conhecida como abelha africanizada, e as espécies nativas sem ferrão.

“A nossa criação de abelha hoje consiste em duas modalidades: a abelha com ferrão e a abelha sem ferrão. A abelha com ferrão é a Apis mellifera, uma abelha africanizada que exige um manejo correto. Já a abelha sem ferrão é uma abelha nativa da nossa região, dócil, que a gente pode levar até crianças para conhecer”, explicou.

Segundo o apicultor, o mel produzido pelas abelhas sem ferrão possui características próprias por ser armazenado em potes feitos de cera misturada com resinas vegetais.

“O mel dessa abelha é delicioso. Ele tem características das resinas das árvores, porque o pote onde é armazenado é constituído por cera e resina, o que potencializa esse mel da nossa abelha sem ferrão, a uruçu fuscopilosa”, destacou.

José Augusto também aproveitou a oportunidade para esclarecer uma dúvida comum entre os consumidores: a cristalização do mel.

“Muita gente guarda o mel na geladeira. Lá na colmeia ele fica a cerca de 36 graus. Quando é colocado na geladeira, ele pode cristalizar, pode açucarar, e isso é uma condição normal. Essa mudança não tira nenhuma propriedade do mel. Ele continua sendo delicioso e pode ser consumido sem medo”, afirmou.

Tradição familiar

José Augusto é do município de Bujari – Foto Gustavo Mota

Há cerca de quatro anos na atividade, José Augusto conta que iniciou a criação de abelhas como um hobby, mas acabou resgatando uma tradição da própria família.

“Existem apicultores no Acre que trabalham com abelhas há mais de 50 anos. Meu avô fez parte dessa história e, por meio da apicultura, estou revivendo isso na minha família. É um trabalho maravilhoso. Tem ferroada, tem calor por causa do macacão, mas faz parte da apicultura”, contou.

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