Rio Branco, 23 de agosto de 2026.

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Em emocionante relato, família conta história de luta de jovem de 12 anos com doença autoimune

Há exatamente um ano, a família de Paulo Elias iniciava uma jornada marcada por incertezas, internações, exames e momentos de grande apreensão. O que começou com o aparecimento de manchas roxas pelo corpo da criança acabou levando os pais, Anaele Marinho e Paulo Leno, a uma intensa busca por respostas, até a confirmação de um quadro de púrpura, doença autoimune que provocou uma queda severa no número de plaquetas.

Em um vídeo publicado para relembrar o primeiro ano desde o início dessa trajetória, os pais narram os principais momentos enfrentados pela família. Segundo Anaele, as primeiras manchas pareciam sinais pequenos, mas despertaram preocupação e fizeram com que procurassem atendimento médico. A partir daquele momento, começaram consultas, exames e diferentes hipóteses sobre o que poderia estar acontecendo com Elias.

A situação se tornou ainda mais preocupante quando exames apontaram que o menino estava com apenas 7 mil plaquetas. Enquanto a equipe médica continuava investigando o caso, os índices caíram ainda mais, chegando a 2 mil plaquetas. “O desespero bateu. Foram dias de muita apreensão, dias em que cada resultado de exame era esperado com o coração acelerado”, relembrou Anaele.

Sem um diagnóstico conclusivo naquele primeiro momento, a família passou a conviver com uma rotina de procedimentos e novas avaliações. Paulo Leno conta que cada resultado aumentava a preocupação, principalmente diante da necessidade de descobrir rapidamente a causa da alteração. “Enquanto os médicos investigavam, nós esperávamos”, relatou.

Com o avanço da investigação, surgiu a suspeita de púrpura. No entanto, como Elias não apresentava a resposta esperada às medicações, os médicos precisaram aprofundar os exames. Segundo os pais, houve necessidade de realização de uma biópsia para descartar outras possibilidades consideradas mais graves durante a investigação, entre elas lúpus e câncer.

O período também foi marcado pelo desgaste físico da criança. Anaele relata que o filho estava cansado e assustado diante da sequência de procedimentos. “Seu corpo já carregava as marcas de tantos procedimentos, tantas tentativas, tantas furadas”, contou. Para os pais, acompanhar a situação sem saber exatamente o que estava acontecendo foi um dos momentos mais difíceis de toda a trajetória.

A urgência também levou a família a buscar parte dos exames, medicamentos e procedimentos na rede particular. Paralelamente ao tratamento, Anaele e Paulo Leno destacam a mobilização de amigos, pessoas próximas e grupos religiosos que se uniram em orações pela recuperação do menino.

Após a investigação, veio a confirmação de que Paulo Elias estava com púrpura. Mesmo diante do diagnóstico e das plaquetas em níveis extremamente baixos, os pais decidiram transmitir ao filho uma mensagem que passou a acompanhá-lo durante o tratamento: “Você está doente, mas não se sinta um doente”.

Um ano depois, o acompanhamento continua. De acordo com o relato da família, Elias convive com uma doença autoimune e segue em tratamento, mas procura manter uma rotina tão normal quanto possível. Para Anaele e Paulo Leno, revisitar as imagens daquele período significa recordar dias de medo e incerteza, mas também a união construída durante a luta pela saúde do filho.

No próprio vídeo, Elias aparece falando sobre a experiência e atribui à fé a força para enfrentar o período. “Eu sou a prova viva que Jesus faz milagre, que Ele me deu mais uma chance para que eu faça as coisas de melhor, que é adorar o nome do Senhor tocando”, declarou.

Além de enfrentar o tratamento, Paulo Elias encontrou na música uma forma de expressar sua fé e seguir com a rotina. Ao final do vídeo, o menino aparece tocando bateria ao som de um louvor. A apresentação encerra o registro feito pela família um ano depois do início de uma história que começou com pequenas manchas pelo corpo e se transformou em uma longa batalha por diagnóstico, tratamento e qualidade de vida.

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