
Um pedido de socorro e de ajuda. A luta diária de mães atípicas é constante, e Lidia Feitosa Neta, de 25 anos, é um exemplo. Mãe de duas crianças, um de 4 anos quem nível 2 de suporte do Transtorno do Espectro autista (TEA), e uma bebê de 1 ano e 7 meses, em julho deste ano teve um pedido de auxilio negado pelo INSS, mesmo contando ter apresentado todos os laudos. Para conseguir pagar as terapias do filho e sustentar a família, voltou a trabalhar como cuidadora de idosos.
Atualmente, conta que mora com os dois filhos, na residência da sogra, a qual é sua principal rede de apoio com os filhos. O marido. Gleydson Matheus, trabalha como motorista de aplicativo, porém, depois de um acidente com uma máquina, ficou com a mão machucada, e no mesmo período, o carro, o qual ele trabalhava, teve que ir para o conserto.
Por conta da seletividade alimentar do filho, causado pelo TEA, mais as despesas com as terapias e com o acidente do esposo, Lidia afirma que tem faltado o básico para a criança.
“Algumas vezes falta a ‘mistura’ para meu filho comer. Ele só come carne moída e não aceita outros alimentos que a gente oferece. E aí, eu sou obrigada a pedir para as pessoas e não acho isso legal. Se eu conseguir trabalhar, eu consigo comprar as coisas básicas para o meu filho, por isso que peço uma oportunidade de trabalho. Muitas noites, vou dormir pensando no que fazer pra ajudar meu filho autista”, explica.
Mesmo com formação como técnica em análises clínicas, a experiência como cuidadora de idosos começou com seu falecido pai, além de outras experiências em hospitais.
“Eu descobri que gostava dessa área de cuidadora quando cuidei do meu pai, doente. Infelizmente, ele já morreu, mas me identifiquei com a área”, afirma.
Após ter o benefício negado pelo INSS, Lidia fez uma reciclagem do curso de cuidados ao idoso, e agora tenta voltar a trabalhar na área para conseguir financiar os tratamentos e terapias do filho.
“Nós que somos mães atípicas estamos abandonadas. Infelizmente, que sai prejudicado são nossos filhos, já que a filha no SUS é enorme e a gente ainda não consegue o benefício do INSS”, diz.
Ao pedir ajuda com um emprego, Lidia explica que atende em hospitais e também residências oferecendo atendimento humanizado, acompanhamento e auxiliando na alimentação e medicação
O número de contato da Lidia para quem tiver interesse em contratar seus serviços e ajudar uma mãe atípica é (68) 99948-1618.









