
A monilíase, doença que ameaça as lavouras de cacau e cupuaçu, é um dos temas apresentados pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) durante a Expoacre 2026. No estande do órgão, produtores e visitantes recebem orientações sobre como identificar a praga e evitar sua disseminação para outras regiões do estado.
Em entrevista ao Portal Acre, a engenheira agrônoma e chefe da Divisão de Defesa Vegetal do Idaf, Gabriela Tamwing, explicou que o primeiro foco da doença no Brasil foi registrado em Cruzeiro do Sul, em 2021. Atualmente, a monilíase permanece restrita aos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.
“O Idaf faz o controle oficial dessa doença e trabalha com ações de contenção e barreiras fitossanitárias. Hoje existe uma barreira instalada no Rio Liberdade, entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, onde está proibida a saída de frutos de cacau e cupuaçu da regional do Juruá para evitar que a doença se dissemine para outros municípios”, explicou.
Segundo a agrônoma, a monilíase é causada por um fungo que ataca exclusivamente os frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro, comprometendo diretamente a produção e a renda dos agricultores.
“Ela pode ser confundida com outras doenças, como a podridão-parda e a vassoura-de-bruxa, mas a principal característica da monilíase é a formação de uma grande quantidade de pó sobre o fruto. Ela não ataca folhas, galhos ou tronco, apenas os frutos”, destacou.
Orientação aos produtores

Durante a entrevista, Gabriela reforçou que a participação dos produtores é fundamental para impedir o avanço da doença no estado. Caso encontrem frutos com características semelhantes às da monilíase, a orientação é evitar o manuseio e comunicar imediatamente o Idaf.
“Se encontrar frutos com essa característica, a principal orientação é procurar o Idaf imediatamente. Evite tocar no fruto. Se possível, tire uma foto, envie para as nossas redes sociais ou entre em contato conosco. Uma equipe especializada fará a análise e adotará todas as medidas necessárias”, orientou.
A presença do tema na Expoacre faz parte das ações de educação sanitária promovidas pelo Idaf, que aproveita a maior feira de negócios do estado para levar informações aos produtores rurais e reforçar a importância da prevenção contra pragas que podem comprometer cadeias produtivas estratégicas para a economia acreana.








