
Há 12 anos, o produtor rural Leandro Medeiros decidiu mudar a forma de comercializar a mandioca produzida pela família. Em vez de vender apenas a matéria-prima, passou a investir na fabricação de derivados, iniciativa que hoje resulta em mais de dez produtos comercializados sob a marca Cheiro da Terra, um dos empreendimentos presentes na Expoacre 2026.
Em entrevista ao Portal Acre, Leandro contou que nasceu na zona rural de Rio Branco e encontrou na agroindustrialização uma alternativa para ampliar a renda da propriedade.
“A gente fez um plantio, mas não estava conseguindo vender a mandioca. Então resolvemos produzir os derivados. Começamos pequenos e hoje trabalhamos de forma industrial, com maquinário e capacidade para produzir até 800 quilos de goma por dia”, afirmou.

Segundo o produtor, o estande reúne uma variedade de alimentos preparados a partir da mandioca, entre eles tapiocas recheadas, tucupi, pé de moleque de mandioca, farinha e farofas.
“Hoje temos mais de dez tipos de produtos derivados da mandioca. Temos tapiocas recheadas, tucupi, pé de moleque de mandioca e vários outros produtos que mostram o potencial dessa cultura”, destacou.
Leandro explicou que a produção também conta com o apoio da Cooperativa Quixadá e de agricultores familiares que fornecem mandioca para a agroindústria.
Ao lado do marido no estande, Nathana Santos ressaltou a diversidade de produtos disponíveis ao público durante a feira.
“Temos farinha para acompanhar o açaí, farinha de tapioca e farofas de calabresa e de banana. São vários derivados da mandioca que fazem parte da nossa cultura e da alimentação do acreano”, disse.














