
Quatro municípios do Acre aparecem entre os dez que registraram as maiores áreas de desmatamento em toda a Amazônia Legal durante agosto de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta terça-feira (29).
Feijó liderou o ranking regional, com 29 km² de área desmatada, enquanto Tarauacá, com 16 km²; Sena Madureira e Rio Branco, com 13 km² cada, também ficaram entre os municípios com maiores registros no período.
Somadas, as áreas desses quatro municípios chegam a 71 km², o equivalente a aproximadamente 63% dos 113 km² de desmatamento identificados em todo o Acre pelo SAD em agosto.
Na sequência do ranking estão Altamira (PA), com 18 km²; Boca do Acre (AM), com 14 km²; Sena Madureira (AC), com 13 km²; Portel (PA), também com 13 km²; Rio Branco (AC), com 13 km²; Rurópolis (PA), com 12 km²; Pacajá (PA), com 12 km²; e Itaituba (PA), com 9 km².
Acre teve 113 km² desmatados no mês
No conjunto do estado, o SAD identificou 113 km² de desmatamento em agosto, contra 102 km² registrados em agosto de 2025. O resultado representa uma alta de 11% em um ano.
Mesmo com o crescimento, a participação do Acre no desmatamento da Amazônia Legal caiu de 26% para 24% na comparação entre os dois meses. Em toda a região, foram detectados 463 km² de desmatamento em agosto de 2026, contra 389 km² no mesmo mês do ano anterior, aumento de 19%.
A concentração dos alertas em poucos municípios é um dos aspectos que chamam atenção no levantamento. Feijó, Tarauacá, Sena Madureira e Rio Branco responderam juntos por quase dois terços da área desmatada no Acre em agosto, indicando que os registros não ficaram distribuídos de maneira uniforme pelo território estadual.
O SAD é um sistema de monitoramento de alertas de desmatamento e degradação florestal desenvolvido pelo Imazon. Os dados são utilizados para acompanhar a dinâmica de alteração da cobertura florestal na Amazônia Legal e identificar áreas que demandam atenção e fiscalização.








