
A castanha-do-pará, a madeira em tora e a borracha concentraram aproximadamente 86% do valor gerado pelo extrativismo vegetal no Acre em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última semana. Juntos, os três produtos movimentaram cerca de R$ 104,4 milhões, de um total de aproximadamente R$ 121,4 milhões registrados pela atividade no estado.
A castanha-do-pará foi, de longe, o principal produto da extração vegetal acreana. A produção alcançou 7.192 toneladas, com valor de R$ 65,85 milhões, equivalente a cerca de 54,2% de todo o valor do extrativismo vegetal.
No recorte municipal, Xapuri aparece como o principal produtor de castanha, com 1.501 toneladas e valor de R$ 13,66 milhões. Na sequência estão Brasiléia, com R$ 11,37 milhões; Rio Branco, com R$ 11,18 milhões; e Sena Madureira, com R$ 11,05 milhões.
O segundo produto em destaque é a madeira em tora. O Acre produziu 210,9 mil metros cúbicos, avaliados em R$ 25,57 milhões. Feijó foi o principal produtor de madeira em tora, com 69,2 mil metros cúbicos e valor de R$ 8,44 milhões. Rio Branco aparece em seguida, com 36,7 mil metros cúbicos e R$ 4,44 milhões. Senador Guiomard registrou 19,8 mil metros cúbicos, avaliados em R$ 2,56 milhões, enquanto Bujari produziu 18,9 mil metros cúbicos, com valor de R$ 2,30 milhões.
Na borracha, o Acre produziu 633 toneladas de látex coagulado, com valor de R$ 12,98 milhões. Xapuri liderou a produção, com 212 toneladas e valor de R$ 4,25 milhões. Senador Guiomard aparece em seguida, com 125 toneladas, avaliadas em R$ 2,49 milhões, enquanto Brasiléia vem logo depois, com 101 toneladas e R$ 2,03 milhões.
Os números mostram, portanto, que a economia extrativista do Acre permanece fortemente concentrada em poucos produtos, mas apresenta uma distribuição territorial diferente conforme a cadeia produtiva analisada.
Os dados fazem parte da Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do IBGE, referente a 2025.








