
O Acre registrou 113 km² de desmatamento em agosto de 2026, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados nesta terça-feira (29). O volume representa aumento de 11% em relação aos 102 km² identificados no mesmo mês de 2025. Ao mesmo tempo, o estado apresentou uma forte redução na área de floresta degradada, que passou de 81 km² para 12 km², uma queda de 85%.
Na Amazônia Legal, o SAD detectou 463 km² de desmatamento em agosto, contra 389 km² no mesmo mês de 2025, alta de 19%. Com os 113 km² registrados no estado, o Acre respondeu por aproximadamente 24% de todo o desmatamento identificado pelo sistema na região. Em agosto do ano passado, a participação acreana havia sido de 26%.
Apesar da alta de 11% no Acre, o crescimento estadual ficou abaixo da variação observada para a Amazônia Legal como um todo. Enquanto o estado passou de 102 km² para 113 km², a região saltou de 389 km² para 463 km².
O resultado indica que o aumento registrado no Acre ocorreu dentro de um cenário regional de expansão ainda maior do desmatamento. Por isso, embora o estado continue representando uma parcela significativa dos alertas detectados pelo SAD, sua participação proporcional no total amazônico recuou dois pontos percentuais em um ano.
Outro aspecto que chama atenção é a concentração territorial dos alertas. Feijó aparece na liderança do ranking de municípios com maior área desmatada em agosto, com 29 km². Tarauacá, com 16 km², Sena Madureira e Rio Branco, ambos com 13 km², também aparecem entre os dez municípios com maiores áreas desmatadas em toda a Amazônia Legal no mês.
Somados, os quatro municípios representam 71 km², ou cerca de 63% de todo o desmatamento detectado no Acre em agosto.
Degradação cai 85%
O comportamento da degradação florestal foi oposto ao observado no desmatamento. O SAD identificou 12 km² de áreas degradadas no Acre em agosto de 2026, contra 81 km² em agosto de 2025. A redução de 69 km² corresponde a uma queda de aproximadamente 85%. Com isso, a participação do Acre na degradação detectada em toda a Amazônia Legal também caiu de 14% para 3% na comparação entre os dois meses.
Na Amazônia Legal, a área degradada monitorada pelo SAD passou de 559 km² em agosto de 2025 para 436 km² em agosto deste ano, redução de 22%. O desempenho do Acre, portanto, foi significativamente mais acentuado que o observado no conjunto da região.
Agosto também marca o início de um novo ciclo de monitoramento do SAD, que considera o período de agosto a julho. O resultado do mês, portanto, ainda não permite afirmar que a alta de 11% represente uma tendência para todo o novo período.








