
O Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, passa por uma série de mudanças estruturais que podem ampliar a oferta de serviços de saúde para moradores dos municípios da região. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) trabalha com a possibilidade de transformar a unidade em hospital de urgência e emergência a partir de 2027, reduzindo a necessidade de transferência de pacientes para Rio Branco.
As informações foram divulgadas pelo site O Alto Acre, em reportagem publicada neste fim de semana, após uma visita do secretário de Estado de Saúde, José Bestene, à unidade, ocorrida no último sábado, 5.
Entre as novidades está a instalação de uma moderna torre de vídeo no centro cirúrgico, equipamento que permitirá a realização de cirurgias minimamente invasivas com maior precisão. Segundo a direção, o hospital é a segunda unidade do Acre a receber a tecnologia.
Outra mudança prevista é a criação de um centro cirúrgico exclusivo para a maternidade. Atualmente, a mesma sala utilizada para cirurgias gerais também atende procedimentos obstétricos, como cesarianas. A expectativa é que o novo espaço comece a funcionar em 10 a 15 dias, permitindo que cirurgias do programa Opera Acre não precisem ser interrompidas quando houver necessidade de atendimento obstétrico.
Ressonância amplia capacidade
O hospital também recebeu uma máquina de ressonância magnética, com capacidade estimada de até 80 exames por dia. De acordo com a direção, a chegada do equipamento ajudou a reduzir a demanda reprimida e chegou a permitir o atendimento de pacientes encaminhados de Rio Branco.
Com os novos equipamentos, profissionais da unidade estão passando por capacitação para operar as tecnologias e ampliar gradualmente a quantidade e a complexidade dos procedimentos realizados em Brasiléia.
Menos transferências para Rio Branco
O planejamento apresentado pela Sesacre prevê ampliar o quadro de especialistas e transformar o hospital, a partir de 2027, em referência regional para urgência e emergência. A intenção é que procedimentos de maior porte sejam realizados no Alto Acre, enquanto somente casos de alta complexidade continuem sendo encaminhados para a capital.
A estratégia faz parte da descentralização dos serviços de saúde promovida pelo governo estadual. Segundo o secretário, entre 200 e 250 cirurgias são realizadas semanalmente em diferentes unidades do Estado por meio desse processo.
A direção também informou que há articulação para melhorar o aparelhamento das ambulâncias do Samu de Brasiléia, Xapuri e Assis Brasil, fortalecendo a integração do atendimento pré-hospitalar na região.








