
O confronto começou quando Thor pediu que Alan fizesse uma avaliação dos últimos oito anos de governo. Na pergunta, o candidato fez uma série de críticas à administração estadual, principalmente nas áreas de infraestrutura, saúde e educação, além de mencionar denúncias envolvendo a gestão.
Alan concordou com parte das críticas e afirmou que atribuiria “nota zero” ao governo. Segundo ele, problemas na educação, saúde e geração de empregos demonstrariam, em sua avaliação, o desempenho negativo da atual administração.
“A nota que eu dou é baixíssima. É uma nota zero para esse governo. Porque toda a esperança do povo do Acre foi colocada nesse governo. O povo do Acre acreditava nesse governo. Nós acreditávamos nesse governo. Infelizmente, todos nós nos sentimos traídos”, declarou.
Na sequência, Alan apresentou propostas de sua candidatura para áreas como atração de investimentos, segurança pública, educação profissional e produção rural. Entre as medidas citadas estão a criação de uma sala do investidor, retomada do policiamento comunitário e ampliação da mecanização e da assistência técnica no campo.
Thor, porém, retomou a palavra para questionar a relação política que Alan manteve anteriormente com a administração. O candidato lembrou que também participou do governo durante a pandemia, quando integrou um comitê responsável por discutir medidas de enfrentamento à crise sanitária, e afirmou que naquele período já havia identificado problemas de planejamento na gestão.
“Eu me decepcionei com esse governo logo no primeiro mês, na primeira reunião”, afirmou Thor.
Em seguida, direcionou o questionamento ao adversário.
“O que eu não entendo é você ter demorado tanto, Alan, para perceber que esse governo não ia adiante. Você esteve durante quase que os oito anos junto com esse governo. Por que demorou tanto tempo para você perceber?”, questionou.
Alan respondeu reconhecendo que manteve parceria com a administração estadual e argumentou que, assim como parte significativa da população, inicialmente acreditou que o governo conseguiria atender às demandas do Acre.
O candidato afirmou que, durante o primeiro mandato, colaborou com a gestão por meio da destinação de recursos federais para áreas como saúde, educação e infraestrutura.
“Certamente, no primeiro mandato, estivemos juntos com esse governo ajudando, colocando recursos, ajudando a reconstruir hospitais. Coloquei muitos recursos para a saúde, para a educação, para a infraestrutura, acompanhei a execução deles como parlamentar, deputado federal e como senador”, disse.
Alan acrescentou que a relação política continuou durante os primeiros dois anos do segundo mandato, mas que posteriormente decidiu romper com a administração.
“No momento em que vimos que o governo não respondia aos vários questionamentos sociais, aos questionamentos também da Justiça, nós entendemos que não poderíamos mais fazer parte de um modelo fracassado”, afirmou.
Segundo Alan, o encerramento da parceria ocorreu para que seu grupo pudesse apresentar uma nova proposta para o governo estadual.







