
O Acre deixou de figurar entre os estados brasileiros que apresentam nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta, risco ou alto risco associado a uma tendência de crescimento, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A atualização, divulgada nesta quinta-feira (1º), considera os dados da Semana Epidemiológica 38, de 20 a 26 de setembro.
A mudança representa uma reversão em relação ao boletim anterior. Na SE 37, o Acre estava entre as quatro unidades da Federação que reuniam nível elevado de atividade e sinal de crescimento nas últimas seis semanas, ao lado de Maranhão, Rio Grande do Sul e Sergipe. Agora, esse grupo é formado apenas por Rio de Janeiro e Sergipe.
O Acre também não aparece entre os cinco estados que continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento. Nessa situação estão Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.
Apesar da melhora no indicador geral, o cenário respiratório ainda apresenta pontos de atenção. O boletim mantém o Acre entre os estados com aumento de SRAG associado ao rinovírus, ao lado de Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Paraná.
O rinovírus continua sendo o principal vírus identificado entre os casos positivos recentes. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, ele respondeu por 52,4% dos casos positivos de SRAG no país, percentual ligeiramente superior aos 51,6% registrados na edição anterior. O VSR aparece com 18,1%, Influenza B com 6,7%, Influenza A com 3,2% e SARS-CoV-2 com 4%.
Covid-19 também segue no radar
Outro sinal que permanece no Acre é o aumento dos casos graves de Covid-19. A Fiocruz identifica crescimento também em São Paulo, mas ressalta que os níveis de incidência continuam baixos.
No cenário nacional, o SARS-CoV-2 está entre os dois vírus respiratórios que apresentam tendência de aumento nesta edição, junto com o metapneumovírus. Mesmo assim, os casos semanais de SRAG provocados pela Covid-19 permanecem em patamar baixo. A participação do coronavírus entre os casos positivos nas quatro semanas mais recentes subiu de 3,2% na SE 37 para 4% na SE 38.
O cenário nacional, por sua vez, apresenta queda na tendência de longo prazo, calculada sobre seis semanas, mas passou a mostrar crescimento na tendência de curto prazo, considerando as três últimas semanas.
A mudança no Acre, portanto, deve ser interpretada como desaceleração do quadro de alta observado na edição anterior, e não como desaparecimento da circulação dos vírus respiratórios. O rinovírus continua associado ao aumento de SRAG no estado e há também sinal de crescimento de casos graves de Covid-19, embora em níveis baixos.
A Fiocruz ressalta que os indicadores refletem o comportamento recente dos casos e não constituem uma previsão para as semanas seguintes. O nível de atividade considera as duas últimas semanas, enquanto a tendência de longo prazo é calculada sobre as seis semanas anteriores. Os dados mais recentes também estão sujeitos a alterações conforme novos registros são inseridos no SIVEP-Gripe.






