
Como ocorreu na semana anterior, o Acre não está entre as unidades da Federação que apresentam nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta, risco ou alto risco acompanhado de tendência de crescimento. O cenário da capital também mudou: Rio Branco deixou de figurar entre as cidades com atividade elevada da doença, segundo a atualização semanal do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O boletim divulgado nesta quinta-feira, 29, considera a Semana Epidemiológica 42, de 18 a 24 de outubro, com dados inseridos no sistema de vigilância até o dia 24. No levantamento anterior, referente à semana de 11 a 17 de outubro, Rio Branco ainda aparecia entre as capitais com atividade elevada de SRAG, embora sem tendência de crescimento nas últimas seis semanas.
A nova edição não inclui o Acre entre os cinco estados com atividade de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento no longo prazo. O grupo é formado por Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Roraima e Santa Catarina também apresentam atividade elevada, mas sem tendência de crescimento.
No conjunto do país, os casos de SRAG apresentam sinal de estabilização ou oscilação na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, mas indicam crescimento no curto prazo, nas três semanas mais recentes.
Entre as capitais, cinco apresentam nível de atividade em alerta, risco ou alto risco associado à tendência de crescimento: Aracaju, Cuiabá, Belém, João Pessoa e Rio de Janeiro. Brasília e Florianópolis também registram atividade elevada, mas sem sinal de crescimento no longo prazo.
A Fiocruz ressalta que esses indicadores descrevem o comportamento observado no período analisado e não representam uma previsão para as semanas seguintes.
Rinovírus continua predominante
Na análise dos vírus respiratórios, o boletim aponta queda dos casos graves associados ao metapneumovírus e estabilização dos casos por rinovírus. Já os casos graves de Covid-19 apresentam leve crescimento, embora permaneçam em níveis baixos no país. Influenza A, influenza B e vírus sincicial respiratório (VSR) seguem com tendência de queda ou estabilidade.
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus respondeu por 53,3% dos resultados positivos para vírus respiratórios. Em seguida aparecem o VSR, com 11,5%; o SARS-CoV-2, causador da Covid-19, com 6,4%; a influenza B, com 5,4%; e a influenza A, com 4,1%.
Em relação à Covid-19, há sinais de aumento de casos graves em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Nos três últimos estados citados após Mato Grosso — Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro —, a incidência de SRAG por Covid-19 permanece em níveis muito baixos, segundo a publicação.
Em 2026, o país já havia registrado 168.814 casos de SRAG até a atualização do boletim. Desse total, 90.200 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 61.754 foram negativos e pelo menos 7.351 aguardavam resultado.
Os dados das semanas mais recentes podem sofrer alterações com a inclusão de novas notificações e resultados laboratoriais. A Fiocruz recomenda que os indicadores sejam analisados em conjunto com outras informações de vigilância, como a ocupação de leitos nas regionais de saúde.











