
O senador Alan Rick, candidato ao governo do Acre, defendeu há pouco, em pronunciamento no Senado, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem corte nos salários. Falando do Acre, ele lembrou que trabalhadores dos 22 municípios enfrentam longas jornadas para sustentar suas famílias e afirmou que um dia a mais de descanso pode contribuir para a saúde e a qualidade de vida. “Um dia a mais de descanso garante mais saúde e melhores condições de vida”, disse o senador, ao relatar que tem visitado setores do comércio, dos serviços e da indústria. Segundo ele, trabalhadores que encontra nessas agendas compartilham a necessidade de mais tempo para cuidar da saúde, estar com a família e descansar.
Alan também relacionou o tema à própria história. Contou que começou a trabalhar aos 14 anos para ajudar a mãe nas despesas de casa, pagou a faculdade e a pós-graduação com o próprio trabalho e tem carteira assinada desde os 18 anos. A experiência, afirmou, permite que compreenda a rotina de quem trabalha seis dias e tem apenas um de folga.
O senador ressaltou ainda o peso da jornada sobre as mulheres, que muitas vezes conciliam o emprego com os cuidados da casa e dos filhos. Citou também mães atípicas e mulheres responsáveis por familiares com deficiência ou doenças crônicas, para quem o tempo adicional de descanso pode significar também mais disponibilidade para o cuidado.
Ao defender a mudança, Alan Rick pediu que a transição seja planejada com diálogo e previsibilidade. Ele associou a adaptação do setor produtivo a medidas como desoneração da folha de pagamento, redução da burocracia e da carga tributária. No discurso, também mencionou a agenda econômica defendida por Flávio Bolsonaro.
Para o senador, a discussão envolve tanto as condições de trabalho quanto o funcionamento da economia. Trabalhadores com mais tempo para cuidar da saúde e da família, argumentou, podem ter mais qualidade de vida e melhores condições para produzir.
Ao encerrar, Alan Rick relacionou o fim da escala 6×1 ao valor social do trabalho previsto na Constituição. “O trabalho tem que garantir sustento e dignidade, sem tirar das pessoas o tempo de viver”, afirmou.








