
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, esteve entre os eleitores que compareceram cedo às urnas neste domingo (4). Após votar, o gestor falou sobre o cenário político estadual e deixou em aberto qual caminho seguirá caso a eleição para o Governo do Acre avance para o segundo turno sem a presença de Tião Bocalom.
Aliado do ex-prefeito durante a campanha, Alysson reforçou que, neste momento, mantém sua aposta na candidatura de Bocalom. Por isso, considera precipitado discutir apoio a outro nome antes da conclusão da votação.
“Eu prefiro aguardar a abertura das urnas. Se assim for um segundo turno, a gente toma a decisão sentando com o próprio nosso candidato, o Bocalom, e ouvir”, declarou.
A possibilidade de uma nova composição política após o primeiro turno também passa pela relação de Alysson com o Progressistas. Embora esteja licenciado da legenda, o prefeito ressaltou sua trajetória dentro do partido, mas ponderou que decisões políticas não devem ser tomadas exclusivamente por vínculos pessoais ou partidários.
“O Progressistas mora no coração, mas muitas vezes, na política, não é o coração que fala. A gente tem que pensar com a razão o que é o melhor para as pessoas”, afirmou.
Segundo Alysson, caso Bocalom não esteja em uma eventual segunda etapa da disputa, a definição de seu posicionamento será precedida por conversas com o próprio candidato e com os grupos envolvidos no novo cenário eleitoral.
“Vamos sentar, ouvir, conversar, se assim for um segundo turno, com os outros dois candidatos”, acrescentou.
Antes de tratar das articulações políticas, o prefeito também comentou a importância da votação deste domingo. Para ele, a escolha feita nas urnas terá reflexos diretos sobre a execução de políticas públicas nos próximos anos, principalmente pela necessidade de integração entre os governos municipal, estadual e federal.
Alysson citou educação, saúde, infraestrutura, transporte e saneamento entre as áreas que dependem dessa articulação. Na avaliação do prefeito, Rio Branco precisa manter canais de diálogo com os governos que forem escolhidos pela população.
“Ninguém faz política sozinho. A gente precisa de muita parceria, de apoio do governo federal, do governo estadual, para que quem está nas comunidades e nos bairros tenha pavimentação, transporte adequado e de qualidade, água, esgoto e tratamento sanitário”, disse.
Questionado sobre como pretende conduzir a relação institucional da Prefeitura após o período eleitoral, Alysson afirmou que o resultado das urnas não deverá impedir a busca por parcerias.
“Independente do governador, eu vou buscar parceria, vou buscar uma boa relação para a gente chegar na ponta para as pessoas”, declarou.
Alysson assumiu definitivamente a Prefeitura de Rio Branco em abril deste ano, após a saída de Tião Bocalom do cargo para disputar o Governo do Acre. Antes disso, havia sido eleito vice-prefeito na chapa de Bocalom em 2024.
Neste domingo, os acreanos escolhem, além do próximo governador, representantes para a Presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Caso nenhum candidato ao governo alcance a votação necessária para vencer no primeiro turno, a segunda votação está prevista para 25 de outubro.








