
Após ter sido denunciado à Polícia Civil sob a acusação de agressão, ameaça e injúria contra o eletricista Francisco Herlineudo Dias Lira, Júnior Braña, esposo da deputada estadual Michelle Melo, se manifestou ao Portal Acre sobre o episódio ocorrido no Condomínio Ecoville, em Rio Branco. Em nota, ele admitiu o desentendimento, lamentou o ocorrido e pediu desculpas ao trabalhador.
A confusão teve início nesta terça-feira (13), quando o eletricista, conhecido como Leodinho Lira, prestava serviços em uma residência. Segundo a denúncia registrada por Leodinho no B.O. nº 96572/2026, ele teria sido xingado, ameaçado de morte e agredido fisicamente por Braña após recusar fazer uma transferência de carga (“chupeta”) na bateria do carro do morador. O trabalhador alegou que a recusa ocorreu porque seu veículo estava na garantia e que o episódio tomou proporções maiores por motivação política, devido a um adesivo de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu automóvel.
O posicionamento de Júnior Braña
Em sua nota, Júnior apresentou sua versão sobre o início do desentendimento. Segundo ele, o problema começou quando tentava prestar auxílio a uma senhora no condomínio.
“Na saída para o trabalho, precisei ajudar uma senhora com a bateria dos carros e não pude porque o meu próprio também estava sem bateria. Depois de mais de uma hora tentando resolver isso, pedi ajuda e fiquei frustrado como essa ajuda foi negada, principalmente porque uma senhora estava precisando dessa ajuda”, relatou Braña.
O morador reconheceu que errou ao retornar ao local da obra após ter conseguido resolver o problema do próprio automóvel. “Num impulso, fui tentar conversar e pedir que o rapaz fosse mais disposto a ajudar o próximo, principalmente quando se trata de mulheres. Eu errei ao procurar esse rapaz para falar sobre atitude e deixar a conversa virar uma discussão. Ele começou a filmar a discussão, e foi ali que eu perdi a razão”, admitiu.
Lamento e pedido de perdão
Braña negou que o episódio tenha sido motivado por divergências partidárias ou ideológicas e expressou a vontade de se encontrar pessoalmente com o trabalhador para se retratar.
“Eu lamento pelo constrangimento que causei a ele, e quero encontrar o Francisco pessoalmente para dizer isso. Infelizmente não dá pra voltar no tempo e tomar uma nova atitude, mas posso pedir desculpas de forma muito sincera, e garantir que isso não vai se repetir”, afirmou.
Sobre as referências políticas mencionadas no boletim de ocorrência, Braña explicou: “Me referi ao Lula pelo fato de enxergar nele o anseio de ajudar quem precisa e quis que o eleitor tivesse esse sentimento. Quero encontrar o seu Francisco pessoalmente, pedir perdão e dizer que a democracia sempre vence, que venceremos juntos. Nunca foi uma questão política, foi uma questão de solidariedade e alguém que perdeu a razão”, concluiu.
Leia a nota completa enviada por Júnior Braña.
Na saída para o trabalho, precisei ajudar uma senhora com a bateria dos carros e não pude porque o meu próprio também estava sem bateria.
Depois de mais de uma hora tentando resolver isso, pedi ajuda e fiquei frustrado como essa ajuda foi negada, principalmente porque uma senhora estava precisando dessa ajuda.
Porque eu jamais negaria ajuda a outra pessoa. Isso não faz parte do meu eu, nem dos meus princípios.
Quando finalmente consegui resolver, num impulso eu fui tentar conversar e pedir que o rapaz fosse mais disposto a ajudar o próximo, principalmente quando se trata de mulheres. Eu errei ao procurar esse rapaz para falar sobre atitude e deixar a conversa virar uma discussão. Ele começou a filmar a discussão, e foi ali que eu perdi a razão.
Me referi ao Lula pelo fato de enxergar nele o anseio de ajudar quem precisa e quis que o eleitor tivesse esse sentimento.
Eu lamento pelo constrangimento que causei a ele, e quero encontrar o Francisco pessoalmente para dizer isso. Infelizmente não dá pra voltar no tempo e tomar uma nova atitude, mas posso pedir desculpas de forma muito sincera, e garantir que isso não vai se repetir. Em relação a Bolsonaro e Lula, quero encontrar o Francisco e dizer que somos trabalhadores e lulistas, e eu quero encontrar o seu Francisco pessoalmente, pedir perdão e dizer que a democracia sempre vence, que venceremos juntos, nunca foi uma questão política, foi uma questão de solidariedade e alguém que perdeu a razão.
ATT,
Júnior Braña
Cidadão Brasileiro








