
Bruno Luiz dos Santos, de 24 anos, procurou ajuda no 1º Batalhão da Polícia Militar após ser ferido com uma facada no peito durante uma discussão com a esposa. O caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira (9), em uma casa na Rua da Torre, no bairro Plácido de Castro, região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.
Mesmo com um ferimento grave, Bruno conseguiu sair da residência e caminhar até a unidade policial, situada na Avenida Sobral, nas proximidades da Ceasa. Ao chegar à entrada do batalhão, ele pediu socorro aos militares de serviço e caiu pouco depois.
A equipe policial acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte avançado. Os profissionais prestaram os primeiros atendimentos, estabilizaram o paciente e o levaram ao pronto-socorro da capital.
As informações preliminares apontam que a facada provocou uma perfuração profunda, com suspeita de lesão no pulmão e pneumotórax. Apesar da gravidade do quadro, não havia indicação inicial de que o golpe tivesse atingido o coração. Bruno deu entrada no hospital em estado considerado estável.
Desentendimento começou após pagamento por diária
O episódio teria sido precedido por uma discussão envolvendo dinheiro. Conforme o relato repassado aos policiais, Bruno trabalhou como diarista na quinta-feira (8) e recebeu R$ 100 pelo serviço. Ele teria entregue R$ 70 à esposa e permanecido com os R$ 30 restantes.
A divergência sobre o valor repassado teria provocado o desentendimento entre o casal, que se estendeu durante a noite. Segundo as informações iniciais, a discussão evoluiu para agressões físicas e terminou com Bruno atingido por uma faca.
Antes da ocorrência, a mulher havia ligado para o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), pelo número 190, relatando que estaria sendo agredida pelo companheiro e que ele estaria danificando objetos dentro da residência. Durante a confusão, ela teria utilizado uma faca para atingir o homem.
A ocorrência será apurada pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e deverá ser encaminhada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A investigação deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos e as circunstâncias em que o golpe foi desferido.








