
Os jornalistas Leônidas Badaró, editor-chefe, e Fredson Camargo, diretor-geral do Portal Acre, analisaram o cenário político neste domingo, 25, durante o segundo turno das eleições para o Governo do Acre. Entre os pontos abordados estão a movimentação das campanhas nas ruas, as estratégias adotadas pelos candidatos Mailza Assis e Alan Rick e a judicialização da disputa eleitoral.
Durante a análise, Badaró chamou a atenção para a diferença na presença de apoiadores dos dois candidatos nas ruas, destacando que, em sua percepção, a campanha da governadora Mailza Assis apresentou maior mobilização nesta reta final.
“A gente não vê grupo, a gente não vê apoiador. As bandeiras, os carros, é só Mailza. Pode ser que mude, as pesquisas mostram uma tendência de vitória da governadora, eu não sou mãe Dinah para prever o futuro. Agora, de visual, na rua, é impressionante”, afirmou.
Fredson Camargo também avaliou o desempenho das campanhas e destacou uma mudança de postura do senador Alan Rick em relação aos levantamentos eleitorais divulgados ao longo da disputa.
Segundo o jornalista, durante o primeiro turno, o candidato questionou os resultados de praticamente todas as pesquisas que apontavam vantagem para Mailza. Já no segundo turno, conforme sua avaliação, essa postura não se repetiu.
Camargo também mencionou informações recebidas de interlocutores do interior do estado, que, segundo ele, relataram menor movimentação da campanha de Alan Rick em determinados municípios.
“Eu converso com muita gente do interior, e no interior está do mesmo jeito. Por exemplo, em Feijó, o comitê do Alan foi fechado, não abriu. Aqui, na capital, a campanha demorou muito para vir às ruas”, comentou.
Na avaliação do diretor-geral do Portal Acre, a campanha do senador intensificou as atividades presenciais somente na última semana antes da votação. Ele também observou que Mailza realizou um número reduzido de agendas públicas durante o período.
Para Camargo, as diferenças estão relacionadas às estratégias adotadas pelas duas candidaturas e à estrutura política disponível para cada uma delas.
Outro ponto destacado pelos jornalistas foi o ambiente de disputas jurídicas que marcou o processo eleitoral. Badaró observou que a campanha no Acre, assim como a disputa presidencial, teve forte presença de ações e questionamentos na Justiça Eleitoral.
Fredson concordou com a avaliação e ressaltou que a judicialização não ficou restrita ao segundo turno, tendo ocorrido desde o início da disputa.
“Desde o primeiro turno foi dessa forma. E isso é de ambas as partes, das duas campanhas, essa questão jurídica”, pontuou.
O jornalista também comentou sobre a diferença entre as estruturas políticas dos dois candidatos. Segundo ele, Mailza contou com uma base mais ampla de apoio, formada por parlamentares, lideranças políticas e representantes de diferentes regiões do Acre.
“O exército da Mailza é maior, porque está no governo. Tem deputados, tem senadores, deputados federais, secretarias, tem núcleos no estado inteiro. Então, logicamente, essa máquina funciona melhor”, avaliou.
Em contrapartida, Camargo considerou que Alan Rick, embora tenha recebido apoio de parlamentares, apresentou uma mobilização política mais restrita durante o segundo turno.
“Já o senador Alan teve apoio de alguns deputados, mas no segundo turno meio que caminhou só. Essa é a visão que a gente viu e ouviu no interior”, declarou.










