Rio Branco, 15 de outubro de 2026.

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“Nem a família do Gladson investiu nele”, afirma Márcio Bittar sobre fracasso do ex-governador nas urnas

Márcio Bittar foi o entrevistado do Dedin de Prosa nesta quarta-feira – Foto Lucas Dourado

O senador Márcio Bittar comentou, nesta quarta-feira, 14, durante participação no podcast Dedin de Prosa, do Portal Acre, o desempenho eleitoral do ex-governador Gladson Cameli na disputa pelo Senado Federal nas eleições de 2026. Durante a entrevista, o parlamentar avaliou os fatores que, em sua opinião, contribuíram para o enfraquecimento da candidatura de Cameli, incluindo os problemas judiciais enfrentados pelo ex-governador e a falta de investimentos políticos e financeiros na campanha.

Questionado sobre a votação de Gladson, que é considerado um fenômeno de popularidade da política acreana, Bittar afirmou que percebeu uma perda de força da candidatura ao longo da disputa eleitoral. Segundo ele, até mesmo integrantes da família do ex-governador teriam demonstrado pouca disposição para investir na campanha.

“Cara, eu vou falar pela primeira vez aqui numa entrevista, nem a família do Gladson investiu nele. Eu conheço, o pai não gastou dinheiro na campanha dele. O pai sempre gastou dinheiro na campanha, nunca me ajudando, sempre contra mim”, declarou.

O senador também relembrou divergências políticas do passado e afirmou que, mesmo quando trabalhou para viabilizar uma chapa ao Senado ao lado de Gladson, o pai do ex-governador teria apoiado financeiramente um adversário seu.

Na avaliação de Bittar, as incertezas envolvendo a situação judicial de Cameli influenciaram a decisão de possíveis apoiadores e financiadores de não se envolverem diretamente na candidatura.

“Fiquei com a seguinte impressão: que a própria família achou o seguinte: ‘Eu vou investir numa coisa que eu não tenho certeza que vai dar certo do ponto de vista do problema na Justiça e tal’. Isso passa para as pessoas”, afirmou.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a dificuldade que Gladson teria enfrentado para fortalecer alianças políticas e contribuir com campanhas de candidatos aos cargos de deputado estadual e federal.

Segundo Bittar, durante suas viagens pelo interior do Acre, foi possível perceber que o apoio político ao ex-governador havia perdido intensidade, especialmente nas últimas semanas que antecederam a votação.

Apesar das críticas, o senador fez questão de destacar que mantém uma relação de respeito e consideração por Gladson Cameli. Ele lembrou que os dois já estiveram juntos em diferentes momentos da política acreana e que houve apoio mútuo ao longo de suas trajetórias.

“Eu estou a falar de alguém que eu gosto. Eu votei nele. Eu pedi voto e votei nele. Nós já tivemos parcerias juntos, eu já ajudei o Gladson, mas ele também já me ajudou”, ressaltou.

Bittar acrescentou que as dúvidas sobre o futuro político e jurídico de Cameli também teriam provocado insegurança entre lideranças municipais que inicialmente estavam comprometidas com sua candidatura.

“Prefeitos, por exemplo, pensavam assim: ‘Bem, eu tô apoiando o Gladson, mas eu não sei se isso vai dar certo’”, relatou.

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