Rio Branco, 9 de outubro de 2026.

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Rio Branco permanece entre capitais com alta da SRAG, com aumento entre crianças e idosos

Boletim InfoGripe aponta Rio Branco entre as poucas capitais com tendência de crescimento da SRAG – Imagem gerada por IA

O cenário das doenças respiratórias em Rio Branco segue exigindo atenção, mesmo com o Acre apresentando uma situação mais favorável no indicador estadual. A nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coloca a capital acreana entre as cinco capitais brasileiras que apresentam simultaneamente nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A análise considera a Semana Epidemiológica 39, de 27 de setembro a 3 de outubro.

Além de Rio Branco, fazem parte desse grupo Aracaju, Porto Alegre, São Luís e Vitória. Na edição anterior, eram três capitais nessa situação — Rio Branco, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Com a atualização, a capital fluminense deixou o grupo, enquanto Aracaju, São Luís e Vitória passaram a integrar a relação.

Um dos principais destaques desta semana é o comportamento da SRAG por faixa etária em Rio Branco. Segundo a Fiocruz, a capital apresenta aumento dos casos tanto entre crianças pequenas quanto entre pessoas com 65 anos ou mais. O crescimento entre crianças pequenas também é observado em Aracaju, Vitória e São Luís. Já em Porto Alegre, o aumento ocorre entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, além dos idosos.

O dado exige atenção porque as duas faixas etárias representam justamente os extremos que historicamente concentram os maiores impactos da SRAG. No cenário nacional das últimas oito semanas, a maior incidência ocorre entre crianças de até dois anos, enquanto a mortalidade é mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais.

Entre as crianças pequenas, os principais vírus associados aos casos graves são rinovírus, VSR e metapneumovírus. Entre os idosos, aparecem com maior destaque VSR, rinovírus e influenza A.

A situação de Rio Branco chama atenção justamente porque ocorre em sentido diferente do indicador geral do Acre. Na análise das 27 unidades da Federação, o estado não aparece entre aqueles que apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco acompanhado de crescimento na tendência de longo prazo. O grupo é formado atualmente por Alagoas, Roraima e Sergipe.

Já na análise específica das capitais, Rio Branco permanece entre as cidades que reúnem os dois sinais de atenção: atividade elevada nas duas semanas mais recentes e crescimento na série de seis semanas. A própria Fiocruz recomenda observar as séries temporais individuais das capitais para avaliar com maior precisão a evolução e o volume de casos recentes.

Os indicadores utilizados pelo InfoGripe não representam uma previsão para as próximas semanas. O nível de atividade considera as duas semanas mais recentes, enquanto a tendência de longo prazo avalia o comportamento dos casos ao longo das seis semanas anteriores. Os dados recentes ainda podem sofrer alterações à medida que novas notificações são incorporadas ao sistema.

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