
Rio Branco aparecia como a segunda cidade com maior índice de poluição do ar no Brasil na manhã desta segunda-feira (12), atrás apenas de Manaus, segundo o ranking em tempo real da plataforma internacional IQAir. Às 10h09, a capital acreana registrava 78 pontos no índice AQI⁺ US, enquanto Manaus liderava com 184. Brasília ocupava a terceira posição, com 47 pontos. No recorte estadual, a capital acreana era seguida por Acrelândia (71), Feijó (68) e Epitaciolândia (63), como as cidades mais poluídas do Acre.
No entanto, as métricas diferem quando analisados os dados da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar da Universidade Federal do Acre (Ufac) em parceria com o Ministério Público do Estado (MPAC), entre outras instituições. Também nesta manhã, a rede local apontava concentrações moderadas de partículas finas em cinco municípios. Em Rio Branco, os três sensores ativos registravam 16,8 µg/m³, 19,7 µg/m³ e 20,5 µg/m³ de PM2,5.
Acrelândia apresentava 16,8 µg/m³; Bujari, 16,7; Epitaciolândia, 12,7; e Porto Acre, 14,8 µg/m³. Entre os menores valores estavam Sena Madureira, com 2,8 µg/m³; Mâncio Lima, com 3,3; Cruzeiro do Sul, com registros de 4,0 e 5,2; e Feijó, com 5,7 µg/m³, embora o sensor deste último município aparecesse sem conexão.
A plataforma estadual apresenta a concentração de PM2,5 em microgramas por metro cúbico (µg/m³) com correção LRAPA aplicada aos dados dos sensores PurpleAir. O procedimento busca reduzir vieses dos equipamentos de baixo custo, que podem superestimar a concentração de partículas finas durante episódios de fumaça intensa, e melhorar a comparabilidade com instrumentos regulatórios.
A rede da Ufac possui 30 sensores distribuídos por 22 municípios, mas apenas 10 equipamentos estavam on-line na manhã desta segunda-feira. Os outros 20 apareciam sem transmissão, limitando a avaliação das condições atmosféricas em parte do território acreano.
Mesmo compartilhando os sensores Purple Air como fonte de dados, as duas plataformas utilizam indicadores diferentes e não devem ter seus números comparados diretamente.
O índice PM2,5 merece atenção por reunir partículas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório. Durante a temporada de queimadas, o acompanhamento dessas medições é importante para identificar alterações na qualidade do ar e orientar cuidados, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda como concentrações máximas seguras para PM2,5 as médias anual de 5 µg/m³ de 24 horas de 15 µg/m³.







