
O Acre acumulou aproximadamente R$ 5,5 bilhões em tributos entre janeiro e outubro de 2026, segundo dados do Impostômetro — painel eletrônico criado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em 2005 para calcular e exibir, em tempo real, o valor total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos cidadãos brasileiros às esferas federal, estadual e municipal.
O montante corresponde a cerca de 0,16% de toda a arrecadação registrada no país no período e coloca o estado na 25ª posição entre as unidades da Federação que mais recolheram impostos.
No mesmo intervalo, a arrecadação nacional chegou a R$ 3,395 trilhões. Considerando uma simulação de rendimento da poupança próxima de 0,5% ao mês, acrescida da Taxa Referencial (TR), esse montante poderia gerar mais de R$ 400 mil por minuto em rendimentos. O valor evidencia a dimensão da arrecadação tributária brasileira nos dez primeiros meses do ano.
No ranking nacional, o Acre aparece à frente apenas de Amapá, com R$ 4,4 bilhões, e Roraima, com R$ 4,2 bilhões. Na Região Norte, ocupa o quinto lugar entre os sete estados.
Na capital, Rio Branco, a arrecadação acumulada chegou a aproximadamente R$ 216,2 milhões entre janeiro e outubro. O montante representa cerca de 3,9% do total registrado para o estado no mesmo período.
Considerando a população acreana, estimada em aproximadamente 0,4% do total brasileiro, o volume arrecadado representa cerca de R$ 6.252 em tributos por habitante. O valor é 60,7% inferior à média nacional, de acordo com os indicadores apresentados pela plataforma.
O Impostômetro também aponta que a arrecadação no estado cresce a uma velocidade média de R$ 212,05 por segundo, o equivalente a aproximadamente R$ 18,3 milhões por dia. O cálculo reúne tributos federais, estaduais e municipais pagos no Acre, incluindo impostos como Imposto de Renda, ICMS, IPVA, ISS e IPTU, além de contribuições previdenciárias.
Os dados da plataforma indicam ainda a existência de aproximadamente 49 mil empresas registradas no Acre. Desse total, cerca de 15 mil são microempreendedores individuais (MEIs), segmento que representa uma parcela importante dos pequenos negócios formalizados no estado.
Despesas do governo
Além da arrecadação, o levantamento apresenta informações sobre a aplicação dos recursos pelo governo estadual. Entre janeiro e agosto de 2026, as despesas liquidadas do Executivo acreano somaram R$ 8,2 bilhões.
A educação concentrou a maior parcela dos gastos, com R$ 1,9 bilhão, equivalente a 23,9% do total. Na sequência aparecem saúde, com R$ 1,5 bilhão (17,9%), e segurança pública, com R$ 782,4 milhões (9,6%).
As despesas previdenciárias, que incluem aposentadorias e pensões, chegaram a R$ 761,5 milhões, correspondentes a 9,3% do total. Já os repasses aos municípios somaram R$ 497,4 milhões, ou 6,1%.
O levantamento mostra que, a cada R$ 100 liquidados pelo governo estadual no período, aproximadamente R$ 24 foram destinados à educação, R$ 18 à saúde e R$ 10 à segurança pública.
Os dados de arrecadação e de despesas, porém, consideram períodos diferentes: enquanto o Impostômetro contabiliza os tributos acumulados até outubro, os gastos estaduais apresentados pela plataforma abrangem janeiro a agosto. Além disso, a arrecadação reúne tributos das três esferas de governo, enquanto as despesas se referem ao Executivo estadual.








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