Rio Branco, 3 de novembro de 2026.

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PRF resgata aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro no Acre

Denúncias e rondas na BR-364 levam à apreensão de curiós ilegais; animais são entregues ao Ibama – Foto Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o resgate de espécimes de curió (Sporophila angolensis) mantidos em cativeiro sem a devida autorização legal, durante ações de fiscalização e combate a crimes ambientais na região do Vale do Juruá. Todas as aves foram encaminhadas aos cuidados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).  

As primeiras ocorrências foram registradas no início da manhã, após a equipe policial ser acionada por um cidadão durante patrulhamento nas proximidades da Unidade Operacional em Cruzeiro do Sul/AC. A denúncia apontava a presença de pessoas portando gaiolas em área de mata, com o intuito de capturar animais silvestres.  

Ao averiguar a localidade indicada, os policiais flagraram indivíduos em posse de gaiolas com aves nativas. Um dos suspeitos tentou fugir ao notar a aproximação da viatura, abandonando o animal e um veículo no local. Outros envolvidos abordados admitiram não possuir registro no Sistema de Controle e Manejo de Passeriformes da Fauna Silvestre (SISPASS) ou licença do órgão ambiental competente. Entre os animais apreendidos, fiscais do Ibama identificaram anilhas em espécimes que passavam por averiguação de regularidade.  

Mais tarde, no mesmo dia, uma nova abordagem foi conduzida na BR-364, nas imediações do município de Mâncio Lima/AC. Durante a fiscalização, os policiais interceptaram uma motoneta em que o passageiro transportava uma gaiola no braço. O homem confirmou transportar um curió vivo e sem anilha, declarando não deter autorização de posse ou transporte.  

Diante da constatação, em tese, de crime ambiental por guardar ou manter espécime da fauna silvestre sem a devida permissão ou licença (artigo 29 da Lei nº 9.605/1998), foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO). Os envolvidos assumiram o compromisso formal de comparecer em juízo perante o Juizado Especial Criminal, enquanto as aves e gaiolas ficaram sob custódia do Ibama para alimentação, hidratação e destinação adequada.

Com informações da PRF/AC

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