Durante o segundo dia de transmissão do Festival da Farinha, realizada nesta quinta-feira, 28, o Portal Acre conversou com a secretária de Desenvolvimento e Turismo de Cruzeiro do Sul, Janaína Terças, sobre os desafios e perspectivas para o setor na região. A cidade da farinha, reconhecida por suas belezas naturais e por ser porta de entrada para a Serra do Divisor, é uma das mais visitadas do Acre e se destaca como uma das potências turísticas do estado.
O bate-papo iniciou com uma preocupação recorrente da comunidade acreana: a situação crítica da BR-364. De acordo com Janaína Terças, a precariedade da principal rodovia afeta tanto a realização do festival como o desenvolvimento econômico e turístico em sua totalidade.
“A situação é um complicador porque, com isso, a gente perde o turista interno, nossos próprios irmãos que estão aqui, em Rio Branco, Brasiléia, outros municípios, que muitas vezes querem conferir o Rio Croa, Igarapé Preto, Serra do Divisor, mas a estrada é realmente um impedimento. Temos a expectativa que ela seja totalmente refeita, já temos a sinalização pelo DNIT e aguardamos por isso”, disse a secretária.
Para Terças, eventos como o Festival da Farinha acabam por gerar uma cadeia de negócios e um incentivo ao turismo, uma vez que os visitantes se encantam pelas programações variadas. “Nós temos cerca de 63 atrativos turísticos catalogados em Cruzeiro do Sul. Quando o turista chega, ele já tem uma diversidade enorme e nós precisamos fomentar isso dentro da nossa casa, dentro do Acre”, acrescentou.
Indústria cruzeirense
Janaína Terças também representa a Federação das Indústrias de Cruzeiro do Sul. Para a secretária, os avanços no setor são em razão do perfil empreendedor dos cruzeirenses.
“O cruzeirense tem o empreendedorismo na veia, então nós temos empresas, indústrias, com muita criatividade, e por um tempo nós até conseguimos ser autossustentáveis, vivíamos sem a estrada, somente com os negócios, fornecendo para nós mesmo”, complementou.
Interesse político?
A secretária afirmou aos jornalistas Leônidas Badaró e Daigleíne Cavalcante que, no momento, não possui interesse em lançar candidatura e continuar o trabalho em prol do desenvolvimento de Cruzeiro do Sul por outros meios.
“Nesse momento, não. Agora eu quero cumprir com o trabalho que foi delegado para mim, que é trabalhar o desenvolvimento econômico, o turismo e a inovação de Cruzeiro do Sul, e eu acredito que a gente precisa melhorar o nosso lugar. Me esforço para que nosso estado seja bom para as futuras gerações, para que nossos filhos, netos, não vejam a saída como sinônimo de crescimento. Que eles tenham tudo aqui”, concluiu.