Mileny Andrade (estagiária), sob supervisão de Leônidas Badaró
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, promoveu na tarde desta quinta-feira, 28, uma caminhada em alusão ao Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade aconteceu na Cidade do Povo, escolhida como local de concentração por ser uma das regiões mais vulneráveis da capital e palco de casos de feminicídio.

De acordo com Rila Freze, gerente do Departamento de Políticas para Mulheres no Município, a caminhada integra uma série de ações de conscientização realizadas durante todo o mês.
“O principal objetivo é chamar a sociedade para contribuir no enfrentamento e combate das violências contra a mulher. Todos podem e devem participar dessa mobilização, porque a responsabilidade é de todos nós”, afirmou.
Durante o percurso, foram distribuídos materiais informativos e houve diálogo direto com a comunidade. A ação contou com o apoio da Policia Militar, Patrulha comunitária, escolas da região, unidades de saúde e lideranças comunitárias.
Ainda segundo Rila Freze, os números refletem a importância da mobilização. Rio Branco registrou uma redução de 50% nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2025 em comparação a 2024, resultado atribuído às campanhas educativas e ao fortalecimento da rede de proteção.

“A denúncia é uma ferramenta de proteção à vida. Se a mulher não denunciar, fica mais vulnerável. Por isso, precisamos de uma rede de apoio cada vez mais fortalecida e de políticas públicas que incluam saúde, justiça eficaz e oportunidades de trabalho para que as vítimas possam romper o ciclo da violência”, destacou.
Encerramento nesta sexta-feira (29)
As atividades do Agosto Lilás seguem nesta sexta-feira, 29, com o encerramento oficial a partir das 8h30, na Praça da Juventude, no bairro Cidade Nova, e contará com palestra e ações de saúde voltadas à população
Com o lema ”A prevenção e combate às violências contra a mulher é dever de todos. O ato contará com palestras e ações de saúde, reforçando a luta contra a violência de gênero exige união da sociedade, poder público e instituições parceiras.