
Dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids, referente ao ano de 2023, do Ministério da Saúde, mostram que o Acre apresentou um cenário preocupante em relação ao vírus HIV e à Aids. O estudo aponta um salto de 90,8% na taxa de detecção de aids, comparado ao ano de 2013 e 2023, o maior entre todas as unidades federativas do Brasil. Entre 2022 e 2023, o crescimento foi de 25,2%. Em 2022 foram nofificados 206 casos. No ano seguinte, o número saltou para 215.
A tabela indica, ainda, que a taxa acreana passou de 12,7 casos por 100 mil habitantes, em 2022, para 15,9, na mesma proporção, em 2023. Ainda de acordo com o estudo, a Região Norte também apresentou um aumento, com uma piora após a pandemia de COVID-19.
Apesar do crescimento, o número de casos do Acre em 2023 é o menor no Brasil em números absolutos. Os menores quantitativos, além do Acre, estão no Amapá (216) e Roraima (333).
O maior número de casos no ano foi em São Paulo (7.337), seguido de (4.644) e Minas Gerais (3.582).
Números de 2024 devem ser apresentados nos próximos dias
Apesar de parecer estranha, já falta apenas um mês para o fim de 2025, é assim a metodologia que o Ministério da Saúde atualiza os dados sobre sobre HIV e AIDS anualmente. Os dados completos e consolidados para o ano inteiro de 2024 ainda não estão disponíveis. O boletim epidemiológico anual geralmente é publicado no final do ano, em dezembro, ou no início do ano seguinte, o que deve ocorrer, portanto, nos próximo dias. Nesta segunda-feira, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Balanço parcial de 2024 mostra 102 casos
Apesar de não ter dados consolidados de todo o ano, o boletim parcial de 2024 do Ministério da Saúde revela que até junho do ano passado foram notificados 102 casos, o que representaria, se a média for mantida, uma redução de cerca de 5%.
Jovens entre 20 e 39 anos são mais afetados
Em um contexto nacional, o vírus HIV atinge, principalmente, a faixa etária entre 20 e 39 anos. A análise não traz um recorte regional, estadual ou municipal. O estudo também apresenta que o vírus circula entre jovens adultos em idade reprodutiva.
Transmissão vertical
A transmissão do HIV, passado pela mãe para a criança durante a gestação, parto ou amamentação, chamada de transmissão vertical, ainda é um dos casos mais delicados no cenário da infecção. Os casos entre gestantes se concentram na faixa etária entre 20 e 29 anos.
Entre 2022 e 2023, a Região Norte foi a única a registrar aumento na taxa de detecção de aids em menores de 5 anos, o que representa 2,4 casos por 100 mil habitantes.
É preciso compreender
O HIV, vírus da imunodeficiência humana e causador da Aids, ataca o sistema imunológico e enfraquece o organismo de defesa, o que deixa o paciente debilitado. Apesar disso, ter HIV não significa ter Aids, já que uma pessoa infectada pode viver toda a vida sem apresentar sintomas e não desenvolver a doença. Todavia, o cuidado permanece, já que é possível transmitir o vírus para outras pessoas durante relações sexuais desprotegidas, durante a gestação, amamentação ou parto, uso compartilhado de seringas contaminadas e outros.
De acordo com o Ministério da Saúde, é impossível contrair o vírus por meio da masturbação, beijos no rosto ou na boca, suor, talheres, copos, toalhas, piscina, banheiro e doação de sangue.








