Rio Branco, 21 de maio de 2026.

Márcio Bittar e “Sangue Latino” na última coluna musical do ano

Dezembro chega trazendo esperança e música! Inclusive uma música que fala de luta e resiliência, mas que, por aqui, na coluna musical Canta Caboré, vira trilha sonora para um velho conhecido da política acreana. Um personagem que, entre os pares, ganhou fama por contar muitas histórias… e, convenhamos, histórias que já não convencem mais ninguém.

Vale lembrar que, em outros tempos, sem mandato e cheio de gás, nosso protagonista conseguiu juntar cinco partidos em torno de sua candidatura. Porém, hoje, a situação é outra: nem mesmo os candidatos do próprio partido depositam fé em suas promessas. Pelo menos é isso que a coruja Caboré tem ouvido por aí, enquanto sobrevoa os bastidores da política acreana.

Em Brasília, mesmo se autoproclamando bolsonarista, nosso personagem transita muito bem no governo Lula, ainda que faça críticas públicas à gestão. Mas não se iluda: os ventos de Brasília não dão votos no Acre.

Dizem por aí que ele rompeu tratados e traiu os ritos, quebrou a lança e jogou no espaço — e que, para ele, o que importa é não estar vencido.

Outro ponto curioso é que vive dizendo ser amigo de Bocalom, mas afirma, repetidas vezes, que apoiará o candidato ao governo que Gladson Cameli escolher. Fica mais que claro que, de um lado ou de outro, nosso personagem está jurando mentiras e pode acabar completamente sozinho.

O que é incontestável é que sua alma segue cativa ao Bolsonaro. Há quem diga, inclusive, que ele chora ao lembrar que seu “mito” está preso e inelegível.

Também se atribui a ele o retorno de muitos desafetos políticos que agora ressurgem das cinzas para cobrar dívidas antigas, como é o caso do secretário de Governo, Luiz Calixto, que já deixou claro, em declarações e articulações, que entre nosso persongem e Jorge Viana, muito provavelmente escolheria o petista para compor chapa com Gladson. Hihihihi.

O grito e o desabafo dos candidatos que ele tem procurado ecoam alto e claro, avisando que a ele restará apenas o gemido. Aliás, lembro de uma entrevista recente em que um prefeito afirmou que, dos 22 prefeitos do Acre, pelo menos 14 apoiam Petecão publicamente e outros tantos também apoiam, mas não assumem por medo de perder emendas. Ou seja, nosso personagem, que pela história contada até aqui você já percebeu que é o senador Márcio Bolsonaro… ops, Bittar… está claramente “desapoiado” pelos prefeitos.

Estamos falando do homem que, em todo discurso, inicia com a falácia de que Bolsonaro, mesmo condenado, preso e inelegível, é seu candidato a presidente e joga para a plateia, a ponto de engolir, sem reclamar, as humilhações públicas vindas da equipe da secretária de Comunicação, Nayara Lessa, que manda retirar o “Bolsonaro 2026” do boné que Bittar usa em todas as aparições.

E Márcio Bittar, que já foi comunista forjado na União Soviética, disse certa vez que “uma vez comunista, sempre comunista”. Logo, pela própria lógica dele, sua alma segue cativa… ao comunismo. Enfim, ouça a música e tire suas próprias conclusões.

Mas antes, vale lembrar a célebre frase atribuída a Leonel Brizola: “A política ama a traição, mas abomina o traidor.”

Compartilhe em suas redes

Fredson Camargo

Fredson Camargo é jornalista, publicitário, estrategista político e co-fundador do Portal Acre.

» Blogs e Colunas

Por Leônidas Badaró

Por Daigleíne Cavalcante

Por Fredson Camargo

Por Lana Valle

Por Robison Luiz Fernandes

Por Aline Ramalho

Portal Acre