
O último mês do ano marca o início da campanha “Dezembro Vermelho”, voltado à prevenção e conscientização para o tratamento precoce da síndrome da imunodeficiência, conhecida como vírus HIV/Aids. Nesta segunda-feira, 1º, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), divulgou o levantamento do número de casos no estado.
Segundo os dados, com base na coleta do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), há uma tendência de queda entre 2024 e 2025. Os dados da Sesacre, porém, em relação ao do Ministério da Saúde, apresentam divergência na coleta referente ao ano de 2023. A Sesacre afirma que, em 2023, foram 317 casos, enquanto o Ministério da Saúde diz que foram 215.
Conforme a Sesacre, em 2024, o número de casos de HIV em adultos no Acre chegou a 353, com maior detecção nos meses de Janeiro (64 casos), Abril (37) e Setembro (22). Já em 2025, foram contabilizados 283 casos, uma queda de quase 20%. Os meses de maior incidência foram Junho (56) e Outubro (51). Mesmo sem a contabilização de dezembro, a Secretaria acredita que o número final será menor do que o registrado no ano passado.
Ainda de acordo com o levantamento, a diminuição de casos pode estar associada ao fortalecimento das estratégias de prevenção, ampliação da testagem e crescente oferta de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), medicação oral que auxilia na redução do risco de adquirir a infecção pelo HIV.
Os números de casos de HIV em gestantes também apresentou uma redução, ainda que não de maneira expressiva. Em 2024, eram 14 casos. Em 2025, 13. O acolhimento no pré-natal e políticas de erradicação da transmissão vertical (infecção durante a gestação, aprto ou amamentação) tem contribuído para a saúde das mulheres e crianças acreanas.
Por faixa etária, o maior número de casos acontece entre jovens de 20 a 29 anos e adultos de 30 a 39 anos. Casos entre menores de 19 anos não são expressivos, mas chegaram, em 2025, a 18 registros. O estudo alerta que o resultado demonstra a necessidade de ampliar os conteúdos de educação sexual e uso de proteção, como preservativos.
Há prevalência de infecção entre indíviduos do sexo masculino. Em 2024, 70% (248) dos casos eram em homens. Em 2025, 71% (201).








