Quem está no Acre há mais tempo ou conhece alguém que viveu o antigo cenário cultural e de entretenimento de Rio Branco, pode já ter ouvido sobre a saudosa época das casas noturnas e boates que garantiam a diversão dos riobranquenses. Esse é o relato do DJ Alessandro Brain, em um vídeo publicado nas redes sociais gravado na na Gameleira, centro da capital.

Segundo o artista, os fatores que influenciaram o fechamento desses locais é algo que vem acontecendo em todo o Brasil e envolvem questões geracionais, musicais e tecnológicas.
“Na última década, mais de 50% das boates encerraram suas atividades por conta de vários fatores. É a questão musical, da geração, tecnológica, as redes sociais também contribuíram para isso e a ‘bola da vez’, em Rio Branco, são as conveniências e tabacarias”, relata.

Para Alessandro, o único diferencial ainda são as casas de pagode. “Praticamente todos os postos têm uma conveniência com o som ao vivo, tem as tabacarias, e essa é a pegada do momento, tanto que é difícil ter um show aqui, se acontece é de cinco em cinco meses, o que ainda sustenta e pouco, são as casas de pagode, mas se você quiser curtir uma balada, não tem mais”, acrescenta.
O vereador de Rio Branco, André Kamai, respondeu o vídeo e falou que outros fatores, como falta de incentivo à cultura local e uma economia enfraquecida, também se somam aos motivos pelo fim das casas de música eletrônica.
“Falta incentivo à cultura local, os artistas foram empurrados para outras atividades para sobreviver, a violência também tomou de conta das nossas cidades, e por conta disso muita gente prefere confraternizar em casa, e talvez o mais importante, nossa economia está enfraquecida. As pessoas não têm mais dinheiro para o lazer, os salários dos servidores públicos estão congelados e a atividade econômica está estagnada. Os trabalhadores estão pagando o essencial a cada mês”.
Veja o vídeo:








