Estado ocupa a 7ª posição nacional em indicador que mede a qualidade das operações destinadas à pessoa física. Dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025 mostram que 75,7% das operações contratadas no estado estão concentradas em modalidades consideradas mais estruturadas, o que coloca o Acre na 7ª posição nacional no indicador.
O levantamento utiliza informações do Banco Central e integra a análise anual do Centro de Liderança Pública (CLP) sobre competitividade entre as unidades da federação.
Perfil do crédito faz diferença
O indicador não mede volume de dinheiro emprestado, mas sim o tipo de crédito contratado. Entram na conta operações como crédito consignado, financiamento habitacional, financiamento de veículos e crédito rural, modalidades geralmente associadas a prazos maiores, juros mais baixos e menor risco de inadimplência.
Quanto maior a participação dessas linhas no total concedido à população, melhor é o desempenho do estado no ranking.
No caso do Acre, mais de três quartos das operações destinadas à pessoa física estão dentro desse perfil considerado mais estável.
O que os números indicam
A predominância dessas modalidades sugere um mercado de crédito menos dependente de linhas emergenciais, como cheque especial e rotativo do cartão, que costumam ter juros mais elevados.
O resultado posiciona o Acre entre os dez estados com melhor composição de crédito do país, à frente de diversas unidades da federação com economias maiores.
Embora o indicador não avalie renda média ou nível de endividamento, ele aponta para um perfil de contratação mais concentrado em operações de longo prazo, geralmente vinculadas à aquisição de bens ou investimentos produtivos.
Conforme o levantamento, os melhores índices estão nos estados de Tocantins, Mato Grosso do Sul e Goiás. Os piores, conforme a divulgação são nos estados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.









