O aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas coloca o Acre em estado de alerta, já que o estado faz fronteira com o Peru e a Bolívia.
De acordo com dados recentes, os casos da doença cresceram de forma acelerada na região. Em 2025, foram registrados cerca de 14,8 mil casos nas Américas, um salto significativo em relação ao ano anterior, além de dezenas de mortes. Já no início de 2026, de acordo com a Agência Brasil, foram 7.145 infecções confirmadas, os números continuam em alta, o que levou organismos internacionais a recomendarem ações imediatas de vigilância e controle.
No Brasil, em 2025, foram confirmados 38 casos, a maioria em pessoas não vacinadas, e os registros foram considerados importados ou relacionados a viagens. Neste ano, inclusive, já houve a confirmação de um caso em uma bebê de 6 meses, na cidade de São Paulo. A paciente esteve na Bolívia, país que vive um surto da doença.
Atenção redobrada

Diante da proximidade geográfica com regiões afetadas, a equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para verificar a situação local.
Em resposta, os órgãos informaram que, até o momento, não há casos confirmados de sarampo no Acre.
Apesar disso, as autoridades destacaram que a vigilância epidemiológica já foi intensificada, especialmente nas áreas de fronteira, devido ao fluxo constante de pessoas entre os países. As equipes de saúde estão mobilizadas para identificar rapidamente possíveis casos suspeitos e adotar as medidas necessárias para evitar a disseminação da doença no estado.
Entre as ações estão o monitoramento ativo, a orientação às unidades de saúde e o reforço das estratégias de vacinação, considerada a principal forma de prevenção contra o sarampo.
Complicações
A doença é altamente contagiosa e pode causar complicações graves, como:
pneumonia, inflamação no cérebro e até a morte.
Sintomas iniciais
Os principais sintomas incluem febre alta acompanhada de tosse, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos, mal-estar intenso.
Diante do cenário, a recomendação das autoridades é que a população mantenha o cartão de vacinação atualizado e procure uma unidade de saúde ao apresentar sintomas suspeitos.








