Rio Branco, 20 de maio de 2026.

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“Sopro do diabo”: a droga que apaga memórias e tira o controle das vítimas

Droga extraída da planta Datura stramonium e também é conhecida como “droga do estupro” – Foto reprodução

A morte de um comissário de bordo que desapareceu durante uma escala em Medelín, na Colômbia, reacendeu debates sobre a droga conhecida como “sopro do diabo”. Eric Fernando Gutierrez Molina, de 32 anos, sumiu no final de março após sair de uma festa acompanhado de criminosos com histórico de cometer roubos drogando as vítimas. Substância costuma ser utilizada por golpistas, que fazem as vítimas obedecerem seus comandos

A escopolamina é conhecida por fazer as pessoas perderem o controle das próprias ações e apagar a memória. Na medicina, a substância é usada em doses controladas para tratar enjoo e sintomas pós-cirúrgicos.

Já entre criminosos, a droga é utilizada para fazer com que as vítimas esqueçam o ocorrido e obedeçam suas ordens. Isso porque a substância faz com que a pessoa não consiga tomar decisões, ficando vulnerável a sugestões.

É uma droga extraída da planta Datura stramonium (comum em jardins na América Latina) que atua como sedativo potente, causando perda de memória, inconsciência e privação do livre arbítrio.

Ela é incolor e sem sabor, geralmente colocada em bebidas ou comida para facilitar roubos e abusos sexuais, tornando a vítima vulnerável e incapaz de reagir.

Os golpistas costumam colocar a escopolamina em bebidas, comidas e até nos cigarros das vítimas. Em seguida, fazem as pessoas entregarem os pertences e acompanhá-los em caixas eletrônicos para sacar dinheiro.

Além dos golpes financeiros, há diversos registros de mulheres dopadas com o sopro do diabo antes de sofrerem abusos sexuais. A substância chegou a ser apelidada de “droga do estupro”.

Os sintomas variam de acordo com a quantidade de droga ingerida. Em hospitais, por exemplo, a escopolamina é utilizada em pequenas quantidades e sob supervisão médica. Quando utilizada em excesso, a droga causa confusão mental, esquecimento, alucinações, delírio, comportamento automático e aceleração dos batimentos cardíacos.

Relatos de uso do “sopro do diabo” para facilitar crimes, como roubos e estupros, são comuns na América do Sul, sendo a Colômbia um foco principal, mas com casos relatados na Argentina e Brasil.

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