Rio Branco, 16 de abril de 2026.

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Inadimplência: mais de 291 mil acreanos estão com o nome negativado

Inadimplência no Acre alcance o montante de R$ 1,6 milhão – Foto reprodução

De acordo com levantamento da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, cerca de 291.535 mil pessoas estão com o nome negativo no Acre, totalizando R$ 1,6 milhão em dívidas. Dentre essas, 24,26% se concentram em bancos, 22,94% em utilities (contas básicas de água, luz, gás) e 18,4% no varejo.

No cenário nacional, de acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com um total de 338 milhões de dívidas. Desse volume, 47% das dívidas estão concentradas em bancos e financeiras.

Além disso, o levantamento mostra uma cultura conhecida pelo país, 6 em cada 10 brasileiros já emprestaram o nome para conhecidos. Entre esses, 34% acabaram endividados após o não pagamento das obrigações assumidas.

O levantamento também mostra que 29% das pessoas que já emprestaram o nome se arrependeram da decisão e jamais fariam novamente. Além disso, a prática acontece principalmente com pessoas consideradas de confiança: em 60% dos casos, o empréstimo foi feito para familiares; 31% para amigos; 14% para colegas de trabalho; 11% para parceiros; e 3% para outras pessoas.

“Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos financeiros são comuns e podem transferir integralmente o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Como ajudar sem comprometer o próprio bolso

Para evitar prejuízos financeiros e preservar as relações pessoais, especialistas apontam algumas orientações:

avalie a situação com racionalidade;
tenha total clareza sobre a dívida;
entenda o contexto do pedido;
considere os impactos no seu futuro financeiro;
saiba dizer “não”.

“Existem maneiras de apoiar alguém sem comprometer o próprio orçamento. Proteger a própria saúde financeira também é uma forma de cuidar das relações, evitando que um gesto de ajuda se transforme em um problema duradouro”, conclui a especialista.

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