
Maria Mariana Mota (estagiária), sob supervisão de Leônidas Badaró
Durante visita técnica ao Hospital da Criança, que funciona, atualmente, nas dependências do INTO, o secretário de Saúde do Acre, José Bestene, foi apresentado a uma série de desafios estruturais e logísticos que impactam diretamente o funcionamento da unidade e a qualidade do atendimento prestado.
Entre os principais pontos levantados está a precariedade no armazenamento de medicamentos. A Secretária Adjunta de Assistência da Sesacre, Ana Cristina Moraes, apresentou uma situação urgente: “Atualmente, parte dos insumos está sendo guardada em espaços improvisados, como auditórios, o que coloca em risco a qualidade dos produtos, especialmente aqueles que exigem refrigeração e condições específicas de acondicionamento. A proposta é a criação de um armazém central adequado, com estrutura para recebimento e distribuição eficiente, evitando danos e desperdícios”, especificou a secretária.
Ana Cristina também falou sobre a logística de abastecimento. “O modelo atual, com envio em grandes volumes para regiões como o Juruá, não é considerado ideal. A sugestão é a implementação de unidades satélites, com abastecimento quinzenal, garantindo maior controle e melhor distribuição dos insumos”, completa.

No campo da infraestrutura, Bestene visualizou limitações nos espaços físicos da unidade, que não comportam a demanda crescente. A gerente geral do Hospital da Criança, Socorro Elizabeth Souza, mencionou adaptações improvisadas, como “puxadinhos”. “Hoje, os puxadinhos abrigam serviços essenciais, incluindo leitos de UTI. Apesar de o hospital contar com cerca de 70 leitos, a estrutura original não foi planejada para essa capacidade”.
Outro destaque foi o uso do hospital de campanha, como mencionado pelo secretário. “Nosso estado é o único que ainda preserva esse tipo de estrutura, que passou por adaptações para atender diferentes perfis de pacientes, incluindo crianças sob tutela do Estado”, afirmou o secretário.
A visita também abordou a reorganização da rede materno-infantil. Com a nova maternidade, a proposta é integrar os atendimentos infantis, definindo que, após 28 dias de vida, os pacientes passem a ser atendidos exclusivamente no Hospital da Criança.

Além disso, o secretário ressaltou a importância de um diálogo respeitoso entre gestores e trabalhadores terceirizados, defendendo relações de trabalho sem pressão ou ameaças. “A conversa que a governadora Mailza tem conosco é que todos os gestores tenham sempre um diálogo aberto e sem pressão, com todos os servidores, colaboradores e terceirizados”.
Além da melhoria estrutural, entre os projetos em andamento, está a implantação de uma brinquedoteca, com foco na humanização do atendimento infantil.







