Rio Branco, 20 de abril de 2026.

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MPAC integra ação de preservação dos geoglifos, estruturas milenares que marcam a paisagem do Acre

Ação permite o desenvolvimento de estratégias jurídicas e operacionais mais eficazes para a proteção do patrimônio histórico coletivo- Foto cedida

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou de uma atividade voltada à difusão do conhecimento sobre a arqueologia amazônica no último sábado, 18. A ação contou com equipes do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, Habitação e Urbanismo (Caop-Maphu) e do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), com foco no estudo e na preservação dos geoglifos, estruturas milenares que marcam a paisagem regional.

A iniciativa foi promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre). A atividade integra o curso de formação de Agentes Agroflorestais Indígenas e busca articular o conhecimento técnico-científico sobre os sítios arqueológicos à experiência ancestral dos povos tradicionais, com o objetivo de qualificar o monitoramento e fortalecer a valorização desses bens culturais nos territórios.

O coordenador do Caop-Maphu, promotor de Justiça Alekine Lopes dos Santos, destacou que a participação do MPAC contribui para o fortalecimento da articulação institucional com o Iphan. Segundo ele, o aprofundamento técnico das equipes sobre os geoglifos permite o desenvolvimento de estratégias jurídicas e operacionais mais eficazes para a proteção do patrimônio histórico coletivo.

De acordo com a Superintendência do Iphan no Acre, os geoglifos evidenciam a presença de povos antigos na região e constituem importantes registros de identidade e conhecimento técnico. A preservação dessas estruturas é essencial para assegurar que a história da ocupação humana na Amazônia seja mantida e transmitida às futuras gerações.

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