A rede de postos de combustíveis investigada por suspeita de sonegação fiscal superior a R$1 milhão no Acre voltou a ser alvo de decisão judicial, desta vez com ordem de despejo de um imóvel comercial em Rio Branco.

O caso envolve o empresário Raimundo José Cruz Junior, que figura como réu em uma ação de despejo movida pela empresa W Comércio e Serviços Administrativos Ltda., na 3ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco.
De acordo com decisão judicial, o contrato de locação do imóvel, localizado na Rua Marechal Deodoro, bairro Bosque, foi encerrado em 31 de janeiro de 2026. Mesmo após notificação extrajudicial e prazo concedido para desocupação, o espaço não foi devolvido.
Diante disso, o juiz Leandro Leri Gross deferiu liminar determinando a desocupação voluntária no prazo de 15 dias. Caso a ordem não seja cumprida, o despejo poderá ocorrer de forma coercitiva, com uso de força policial e até arrombamento do imóvel.
Na decisão, o magistrado destacou que a permanência no local após o fim do contrato configura posse precária, ou seja, sem qualquer respaldo legal.
Investigação por sonegação e lavagem de dinheiro
O novo desdobramento ocorre após a rede já ter sido alvo nesta semana da Operação Combustível Zero, deflagrada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) em conjunto com o Ministério Público do Acre (MPAC), Polícia Civil, Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).
A ação teve como foco o combate a crimes tributários e financeiros no setor de combustíveis. Durante a operação, foram identificados indícios de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Segundo os levantamentos, os valores que deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos podem ultrapassar R$1 milhão. Auditores da Receita Estadual também apreenderam máquinas de cartão de crédito que, conforme a fiscalização, poderiam estar sendo utilizadas para dificultar o rastreamento das operações financeiras.
Com a decisão judicial recente, o caso passa a reunir uma série de episódios envolvendo a mesma rede, com investigação por crimes fiscais, suspeitas de lavagem de dinheiro, apreensão de equipamentos financeiros e, agora, uma ordem formal de despejo.
O caso segue sob acompanhamento dos órgãos de fiscalização e da Justiça.








