Rio Branco, 30 de abril de 2026.

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Acre gerou 1 mil empregos com carteira em março; aponta pesquisa

Dados apresentados revelam saldo positivo no cenário nacional e no Acre – Fonte: Caged

O Acre gerou 1.066 empregos formais em março de 2026, segundo dados do Novo Caged nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado acreano no terceiro mês do ano. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 658 vagas. Em seguida aparecem a Construção (196 postos), Indústria (128) e o Comércio (89). O desempenho negativo foi registrado apenas no setor de Agropecuária (-4).

A capital, Rio Branco, foi o município acreano com maior saldo de empregos formais em março, tendo gerado 736 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Bujari (149), Xapuri (68) e Sena Madureira (57).

No recorte por gênero, a maior parte dos empregos com carteira assinada gerados no Acre em março foi ocupada por mulheres: 749. No período, os homens foram responsáveis por ocupar 317 novos empregos.

No que diz respeito à faixa etária, a maior parte dos postos gerados no Acre no período foi ocupada por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 525 novos postos formais. Na análise sobre grau de instrução, a maioria dos vínculos no estado em março foi ocupada por pessoas com ensino médio completo, que preencheram 876 vagas.

Cenário nacional

O mercado de trabalho brasileiro gerou 228.208 novos empregos com carteira assinada em março de 2026. O resultado é fruto de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos. Com o desempenho de março, o país acumula 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre do ano. Já no recorte dos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada. 

O desempenho também elevou para 49,08 milhões o número de vínculos formais ativos no Brasil, uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com março de 2025, quando foram geradas 79.994 vagas, o saldo de março deste ano confirma a expansão do mercado de trabalho formal.

No terceiro mês de 2026, 24 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). As UFs com saldo negativo foram Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).

O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Acre, que registrou variação relativa de 0,92%, seguido por Roraima, com alta de 0,88%, e Piauí, que apresentou expansão de 0,86%.

Grupos econômicos 

Março apresentou variação positiva em quatro dos cinco grandes setores da economia. O setor de Serviços foi o maior gerador de postos no mês, com mais 152.391 vagas (+0,6%). O grupo foi impulsionado principalmente por atividades como atividades administrativas (38.782), educação (21.837) e saúde e serviços sociais (22.372).

A Construção registrou aumento de 38.316 postos formais, puxadas por obras de infraestrutura (15.316) e construção de edifícios (13.330). O terceiro maior gerador foi a Indústria, com saldo de 28.336 postos, com ênfase na fabricação de produtos de carne (5.113), processamento de fumo (2.885) e fabricação de biocombustíveis (2.613).

O Comércio gerou 27.267 empregos, com resultados positivos no ramo varejista (11.991) e atacado (11.991). Já a Agropecuária registrou saldo negativo de -18.096, impulsionado pela desmobilização de maçã, soja e laranja.

Grupos populacionais 

A geração de empregos apresentou saldo positivo para mulheres, com 132.477 novas vagas, e para homens, com 95.731 postos. Os jovens de até 24 anos respondem por 72,6% do saldo total no mês, o equivalente a 165.785 postos. Quanto ao nível de escolaridade, pessoas com ensino médio completo (183.037) lideraram a ocupação dos postos, seguidas por trabalhadores com nível superior (23.265). 

No recorte por raça, o balanço foi positivo para pardos (142.228), brancos (68.663), pretos (33.823) e amarelos (883). O mercado absorveu 224.236 novos trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 3.972 estrangeiros.

Salários 

O salário médio real de admissão em março de 2026 foi de R$ 2.350,83, com variação negativa de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve aumento de R$ 41,80 (+1,8%). Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.397,89, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.019,09.

Com informações da Secretaria de Comunicação Social

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