
A Sala Lilás da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, é um dos serviços especializados voltados ao atendimento de mulheres em situação de violência, especialmente casos de violência sexual. Integrado à estrutura da unidade, o espaço garante acolhimento humanizado, sigiloso e atendimento imediato às pacientes.
O serviço faz parte da rede de assistência da maternidade, que na última semana passou por uma visita técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com foco na melhoria do fluxo de atendimento e qualificação dos serviços prestados.
Atendimento sigiloso e imediato
A assistente social Roseni Aguiar explica que o atendimento na Sala Lilás funciona de forma contínua, com equipe preparada para acolher as vítimas assim que chegam à unidade.
“A maternidade funciona 24 horas para esse atendimento também e é um atendimento que a gente faz a acolhida da paciente, identifica o caso de violência e ela vem de imediato para a nossa Sala Lilás com atendimento reservado, sigiloso”, destacou.
Segundo Aguiar, após a identificação do caso, a paciente recebe atendimento médico imediato e é encaminhada para os demais cuidados necessários.
“A gente já aciona um médico plantonista para atender de imediato essa paciente, garantindo o direito dela à saúde, ao atendimento de emergência, e faz todos os encaminhamentos necessários”, explicou.
Articulação com a rede de proteção
Além do atendimento inicial, a Sala Lilás também atua na articulação com outros órgãos e serviços de proteção, garantindo acompanhamento contínuo às vítimas.
“A gente também articula a rede de proteção para acompanhar essa vítima desde o primeiro atendimento e dar continuidade ao tratamento e às condições que ela precisa de segurança”, afirmou Roseni.
O trabalho integrado é fundamental para assegurar que a paciente receba não apenas atendimento de saúde, mas também suporte social e psicológico.
Estrutura integrada da maternidade

A diretora-geral da maternidade, Alesta Costa, reforça que a Sala Lilás é um dos serviços essenciais dentro da unidade, que atende não apenas gestantes, mas também outras demandas relacionadas à saúde da mulher.
“Temos aqui uma sala Lilás, que atende aquelas pessoas que são violentadas, que sofrem violência sexual. Lá temos médicos, enfermagem, serviço social e psicólogos para atender essas pessoas”, destacou.
A diretora também ressaltou que a maternidade é referência no estado e atende uma demanda ampla, o que exige constante aprimoramento dos serviços.







