Rio Branco, 4 de maio de 2026.

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Mãe de adolescente morto em chacina no sul do Amazonas clama por justiça

Maressa cobra justiça no caso do filho adolescente assassinado – Foto acervo pessoal

Um ataque violento registrado no último dia 25 de abril, no sul do Amazonas, fronteira do Acre, que resultou na morte de três pessoas reacendeu o alerta sobre a escalada de conflitos agrários na região conhecida como Amacro, que abrange áreas do Amazonas, Acre e Rondônia. As vítimas foram o agricultor Josias Albuquerque, 45 anos, seu sobrinho, Arthur Henrique, de apenas 14 anos, e o trabalhador Antônio Renato, de 32 anos. Josias já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio em 2018 no mesmo território.

Os suspeitos de executar o ataque foram presos e, durante depoimento, teriam confessado a participação no crime, indicando inclusive os nomes de possíveis mandantes. Apesar disso, até o momento, os apontados como responsáveis intelectuais permanecem em liberdade.

O episódio é mais um entre diversos registros recentes de violência no campo na região. Entidades e lideranças locais denunciam que pequenos agricultores, extrativistas e populações tradicionais vêm sendo alvo recorrente de ameaças, perseguições e assassinatos, frequentemente ligados a disputas por terra e à atuação de grileiros e grandes interesses econômicos.

Relatos apontam que os conflitos na área se intensificaram nos últimos anos, impulsionados pela expansão de atividades como pecuária, exploração madeireira e agricultura em larga escala. Segundo denúncias, há uma estrutura organizada por trás de parte desses crimes, o que contribui para a sensação de insegurança e impunidade na região.

Organizações sociais também criticam a lentidão das investigações e a dificuldade em responsabilizar os mandantes, mesmo quando há indícios apresentados pelos próprios executores. O caso recente reforça a preocupação de especialistas e movimentos sociais com a persistência da violência no campo e a necessidade de respostas mais efetivas das autoridades.

Pedido de justiça da mãe do adolescente

Em meio à dor e à comoção provocadas pelo caso, a reportagem do Portal Acre ouviu, com exclusividade, dona Maressa Guimarães, mãe de Arthur, o adolescente de 14 anos que foi assassinado.

Em seu depoimento, ela fez um apelo público por justiça e responsabilização dos envolvidos:

“Hoje minha voz se levanta não só como mãe, mas como alguém que teve seu coração arrancado de forma cruel. Meu filho, Arthur, de apenas 14 anos, teve sua vida interrompida de maneira brutal e injusta. Um menino inocente, cheio de sonhos, que não teve a chance de crescer, de viver tudo o que merecia. Nada vai trazer meu filho de volta, mas a justiça precisa ser feita. Não podemos permitir que um crime tão cruel fique impune. Arthur não é apenas um nome — ele é uma vida, uma história, um amor que jamais será esquecido”, disse.

Enquanto as investigações seguem, familiares das vítimas e moradores da região convivem com o medo e cobram medidas concretas para garantir segurança e justiça, diante de um cenário marcado por conflitos fundiários históricos e repetidos episódios de violência.

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