
O ex-governador do Acre, Gladson Camelí, acabou de ser condenado pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 25 anos e nove meses pelo crime de organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Em julgamento na tarde desta quarta-feira, 6, o ministro revisor do caso, João Otávio de Noronha, chegou a divergir da pena imposta pela ministra Nancy, optando por uma condenação mais leve, de 16 anos. No entanto, apenas 2 outros ministros o acompanharam. Os outros sete ministros acompanharam o voto de Nancy Andrighi por uma condenação de quase 26 anos. No entanto, todos os 11 ministros concordaram com a condenação do ex-governador acreano.
Na prática, a condenação de Gladson passa a valer a partir da publicação do acórdão, o que deve acontecer em um mês. O certo é que Camelí já está inelegível pela Lei da Ficha Limpa, desde a condenação (art. 1°, I, e), da LC 64/90). Cabe recurso ordinário para o STF, porém, esse recurso não tem efeito suspensivo, ou seja, não impede a eficácia da decisão.
Matéria em atualização.








