Rio Branco, 28 de setembro de 2026.

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Análise de psiquiatra sobre comportamento de adolescente após ataque em escola no Acre gera debate

Adolescente se entregou na PM após matar duas supervisoras – Foto cedida

A repercussão do ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que terminou com a morte de duas servidoras da escola, ganhou novos desdobramentos nas redes sociais nesta quarta-feira, 6. A discussão foi impulsionada por uma análise da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que chamou atenção para a conduta do adolescente de 13 anos após o crime.

Enquanto a motivação do ataque ainda é investigada pelas autoridades, a especialista destacou um ponto que, segundo ela, tem passado despercebido: o fato de o jovem ter deixado o local, ido até um quartel da Polícia Militar e se entregado logo depois dos disparos.

Para a psiquiatra, essa sequência de ações sugere organização e consciência, o que, na avaliação dela, se distancia da hipótese de um surto ou de uma reação impulsiva. A médica argumenta que o comportamento indica que o adolescente teria mantido controle sobre suas decisões antes, durante e após o ataque.

Outro aspecto levantado na análise diz respeito ao preparo prévio. A especialista afirma que o uso de mais de um carregador reforça a possibilidade de planejamento, já que, segundo ela, esse tipo de ação não costuma estar associado a episódios de descontrole momentâneo.

A interpretação apresentada por Barbosa ganhou grande alcance nas redes sociais e passou a pautar discussões sobre como episódios de violência extrema envolvendo adolescentes devem ser compreendidos, especialmente no que diz respeito à saúde mental e à responsabilização.

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