Rio Branco, 6 de maio de 2026.

Aleac não se omita

Análise de psiquiatra sobre comportamento de adolescente após ataque em escola no Acre gera debate

Adolescente se entregou na PM após matar duas supervisoras – Foto cedida

A repercussão do ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, que terminou com a morte de duas servidoras da escola, ganhou novos desdobramentos nas redes sociais nesta quarta-feira, 6. A discussão foi impulsionada por uma análise da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que chamou atenção para a conduta do adolescente de 13 anos após o crime.

Enquanto a motivação do ataque ainda é investigada pelas autoridades, a especialista destacou um ponto que, segundo ela, tem passado despercebido: o fato de o jovem ter deixado o local, ido até um quartel da Polícia Militar e se entregado logo depois dos disparos.

Para a psiquiatra, essa sequência de ações sugere organização e consciência, o que, na avaliação dela, se distancia da hipótese de um surto ou de uma reação impulsiva. A médica argumenta que o comportamento indica que o adolescente teria mantido controle sobre suas decisões antes, durante e após o ataque.

Outro aspecto levantado na análise diz respeito ao preparo prévio. A especialista afirma que o uso de mais de um carregador reforça a possibilidade de planejamento, já que, segundo ela, esse tipo de ação não costuma estar associado a episódios de descontrole momentâneo.

A interpretação apresentada por Barbosa ganhou grande alcance nas redes sociais e passou a pautar discussões sobre como episódios de violência extrema envolvendo adolescentes devem ser compreendidos, especialmente no que diz respeito à saúde mental e à responsabilização.

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