O Ministério Público do Acre (MPAC) anunciou, nesta quinta-feira, 7, uma série de medidas adotadas após o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, que resultou na morte de duas servidoras e deixou outras duas pessoas feridas.

Segundo o órgão, desde os primeiros momentos após a tragédia, foram implementadas ações emergenciais voltadas à proteção da comunidade escolar, ao acompanhamento das investigações e à prevenção de novos episódios de violência.
Entre as medidas estão a designação imediata de promotores para atuação no caso, o acompanhamento das investigações da Polícia Civil, a representação por ato infracional com pedido de internação provisória do adolescente envolvido e a criação do Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (GEVESC).
O MPAC também anunciou a criação do CyberCAJ, um centro especializado no monitoramento preventivo de ameaças digitais e redes sociais, com foco na identificação de discursos de ódio e possíveis incentivos à violência escolar.
Durante a coletiva, o procurador de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima destacou que o trabalho envolve o acompanhamento de conteúdos publicados inclusive em redes fechadas.
“É possível detectar o tipo de assunto que está sendo tratado nessas redes. Nós temos diversas informações com relação à investigação que podem envolver grupos que cometem crimes cibernéticos e incentivo a esse tipo de ação. Então, o nosso trabalho prioritário hoje é justamente evitar isso”, afirmou.
Segundo o procurador, o objetivo é identificar ameaças de forma antecipada e fortalecer a atuação conjunta com o Sistema Integrado de Segurança Pública.
“O nosso objetivo é trazer para a população a garantia de segurança e mostrar que o Ministério Público está atuando fortemente para garantir a paz social e a tranquilidade pública”, disse.








