Rio Branco, 20 de maio de 2026.

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De novo? Influenciadores são denunciados por promoção de jogos ilegais e lavagem de dinheiro no Acre

Conforme denúncia, uma das investigadas teria recebido cerca de R$ 5 milhões relacionados à divulgação dessas plataformas – Foto reprodução

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal, apresentou duas denúncias contra influenciadores digitais investigados por envolvimento com promoção de jogos de azar e lavagem de dinheiro no Acre.

Segundo o órgão, uma das denúncias está relacionada à divulgação de plataformas de cassino online, envolvendo os crimes de promoção de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A outra denúncia trata exclusivamente de lavagem de dinheiro ligada à exploração irregular de rifas digitais.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Civil do Acre. De acordo com o MPAC, os influenciadores utilizavam perfis em redes sociais para divulgar plataformas de apostas online, além de rifas e sorteios considerados irregulares.

No caso dos cassinos online, o Ministério Público afirma que os investigados recebiam pagamentos fixos e também comissões conforme o número de acessos e cadastros realizados por meio de links promocionais compartilhados nas redes sociais. As plataformas divulgadas, segundo a investigação, operavam sem autorização legal no Brasil e estavam hospedadas, em sua maioria, em servidores no exterior.

Ainda conforme a denúncia, uma das investigadas teria recebido cerca de R$ 5 milhões relacionados à divulgação dessas plataformas. Já no caso das rifas digitais, a apuração aponta movimentação superior a meio milhão de reais. O MPAC também afirma que houve situações em que a quantidade de bilhetes vendidos ultrapassou o total disponibilizado para sorteio.

O Ministério Público sustenta que os valores obtidos nas atividades investigadas teriam sido inseridos na economia formal por meio de estratégias para ocultar a origem do dinheiro, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro.

Além das denúncias, o MPAC informou que firmou acordos de não persecução penal com parte dos investigados, possibilitando a recuperação de mais de R$ 1 milhão e a destinação de bens apreendidos para órgãos ligados à segurança pública e à Justiça no Acre.

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