
Uma iniciativa voltada ao financiamento do agronegócio busca expandir suas operações para o Acre com a promessa de oferecer crédito rural a produtores com juros de 6% ao ano. A proposta é apresentada pelo Terra Viva, que prevê investimentos em produção agrícola, recuperação de áreas produtivas e acesso a mercados internacionais.
Segundo o CEO do Terra Viva, Vitor Andrade, o programa pretende atuar como alternativa para produtores que enfrentam dificuldades de acesso ao crédito tradicional.
“O impacto hoje é de 6% de juros ao ano, nem o Plano Safra tem isso. O mais importante é resgatar a confiança do produtor brasileiro”, afirmou.
De acordo com Andrade, o projeto também possui exigências relacionadas à regularidade ambiental das propriedades financiadas e prevê atuação em áreas como crédito de carbono e preservação de recursos naturais.
A articulação para a chegada da empresa no Acre contou com o ex-superintendente federal da Pesca no estado, Paulo Ximenes e com o senador Sérgio Petecão. Segundo Ximenes, o objetivo é atrair investimentos para produtores acreanos e ampliar o acesso ao financiamento agrícola.
“O objetivo desse banco é fomentar a agricultura e levar crédito aos produtores para financiamento com juros de 6% ao ano”, explicou.
Ainda conforme Ximenes, o modelo proposto prevê que o produtor realize a quitação do financiamento por meio da própria produção.
“Se for soja, paga com soja. Se for café, paga com café. Se for milho, paga com milho. O objetivo é fomentar a produção e adquirir esses produtos para comercialização no mercado internacional”, disse.
Em material institucional divulgado pelo Terra Viva, o programa afirma que pretende contribuir para a recuperação de mais de 160 milhões de hectares em todo o país, oferecendo acesso a crédito, conta digital, cartão próprio e integração a mercados como o de crédito de carbono.
A iniciativa também destaca o uso de tecnologia blockchain para garantir rastreabilidade e segurança nas operações financeiras realizadas pela plataforma.
Segundo os articuladores do projeto, a expectativa é que produtores do Acre possam ser incluídos nas próximas etapas de implementação da iniciativa no Brasil.








