Rio Branco, 18 de junho de 2026.

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Treze dias após desabamento, escombros seguem no Rio Iaco e dúvidas sobre responsabilidade da construtora permanecem

Escombrom permanecem interrompendo fluxo no Rio Iaco, em Sena Madureira – Foto Henrique Nery

Passados 13 dias desde o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, ocorrido no dia 5 de junho, a população ainda convive com os impactos causados pela queda da estrutura que ligava o Primeiro ao Segundo Distrito da cidade. Enquanto moradores enfrentam dificuldades na travessia e no deslocamento diário, uma pergunta continua sem resposta clara: quais medidas efetivas serão adotadas pela empresa responsável pela construção da ponte?

Os escombros da estrutura permanecem no leito do Rio Iaco, um dos mais importantes cursos d’água da região. Além de servir como via de transporte para ribeirinhos, produtores rurais e moradores de diversas comunidades, o rio desempenha papel fundamental no escoamento da produção agrícola e na locomoção de famílias que dependem da navegação para acessar serviços básicos e o comércio local.

Desde o desabamento, o cenário permanece praticamente inalterado. Grandes partes da ponte continuam submersas ou espalhadas ao longo do trecho afetado, gerando preocupação entre usuários do rio e moradores que aguardam uma solução definitiva para o problema.

A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada em dezembro de 2023 e, portanto, ainda se encontra dentro do período de garantia da obra. A construção foi executada pela Construtora Cidade Ltda., empresa que atualmente é alvo de investigações e de medidas judiciais após o colapso da estrutura.

Na última semana, a Justiça determinou o arresto de bens da construtora até o limite de R$ 36 milhões, valor correspondente ao contrato da obra. A medida foi solicitada pelo Ministério Público do Acre com o objetivo de assegurar recursos para eventual reparação dos danos causados pelo desabamento.

Apesar das decisões judiciais e das investigações em andamento, ainda não há divulgação pública de um cronograma detalhado por parte da empresa sobre a retirada dos escombros, recuperação da área afetada ou eventual reconstrução da travessia.

Ponte desabou em Sena Madureira no último dia 5 de junho – Foto Henrique Nery

A situação gera inquietação entre moradores de Sena Madureira, especialmente daqueles que dependem diretamente do Rio Iaco para trabalhar e se deslocar. A permanência dos destroços no rio também levanta questionamentos sobre os impactos para a navegação e para a rotina das comunidades ribeirinhas.

O desabamento da ponte ganhou repercussão nacional e segue sendo apurado por órgãos de controle, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Enquanto as investigações buscam apontar as causas do colapso, moradores aguardam respostas concretas sobre as responsabilidades da empresa responsável pela obra e, principalmente, sobre quando haverá uma solução definitiva para um dos maiores problemas de mobilidade já registrados na história recente de Sena Madureira.

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