
O avanço do período seco no Acre já mobiliza órgãos de fiscalização e proteção ambiental. Em Feijó, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) deu início a uma série de medidas para acompanhar a atuação do poder público e de instituições ligadas à preservação ambiental diante dos riscos de queimadas e desmatamento ilegal.
A iniciativa foi formalizada por meio de um procedimento administrativo instaurado pela Promotoria de Justiça do município. O objetivo é monitorar as ações preventivas adotadas pelos órgãos responsáveis e incentivar a implementação de estratégias capazes de reduzir os impactos ambientais, sociais e econômicos normalmente registrados durante a estiagem.
Na avaliação do Ministério Público, a ocorrência de queimadas e a retirada irregular da cobertura florestal representam fatores que contribuem para a degradação ambiental, além de potencializarem incêndios de grandes proporções e afetarem a qualidade de vida da população. A preocupação também envolve os reflexos dessas práticas sobre os recursos naturais e o equilíbrio climático da região.
Como parte das providências iniciais, a Promotoria pretende reunir informações sobre o planejamento das instituições que atuam diretamente no enfrentamento desses problemas. A Defesa Civil Municipal foi acionada para apresentar detalhes sobre as medidas previstas para o período mais crítico da seca, incluindo ações de prevenção e resposta a eventuais ocorrências.
Outra frente do trabalho envolve a busca por iniciativas de conscientização da população. Nesse contexto, a Embrapa Acre foi consultada sobre a possibilidade de desenvolver atividades educativas voltadas à prevenção de queimadas e à promoção de práticas sustentáveis no uso da terra, especialmente entre produtores rurais e comunidades locais.
O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) também deverá fornecer informações sobre o planejamento das fiscalizações e demais ações programadas para Feijó ao longo dos próximos meses, período em que historicamente há aumento dos registros de queimadas no estado.
A movimentação do Ministério Público ocorre em um momento considerado estratégico, já que a antecipação das ações é apontada por especialistas como uma das principais ferramentas para reduzir danos ambientais e evitar que focos de incêndio se transformem em ocorrências de maior gravidade. Com o acompanhamento das medidas adotadas pelos órgãos competentes, o MPAC busca fortalecer a prevenção e ampliar a capacidade de resposta diante dos desafios que costumam marcar a temporada de estiagem na região.







