Rio Branco, 26 de junho de 2026.

BANNER SF 1200x250

Baixa vacinação contra gripe deixa Acre abaixo da meta em todos os grupos prioritários

Campanha de vacinação no Acre está abaixo da média estipulada pelo Ministério da Saúde – Foto cedida

A cobertura vacinal contra a influenza segue abaixo da meta em todos os grupos prioritários no Acre e pode estar contribuindo para o aumento das internações por doenças respiratórias observado neste ano. É o que aponta o Boletim Epidemiológico nº 21 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que relaciona a baixa adesão à campanha de vacinação ao cenário de alerta provocado pelo crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças e idosos.

De acordo com o levantamento, nenhum dos públicos considerados prioritários alcançou a cobertura mínima de 90%, estabelecida pelo Ministério da Saúde. O índice mais preocupante é o das puérperas, que registra apenas 2,6% de cobertura vacinal. Entre os idosos com 60 anos ou mais, a imunização chegou a 27,48%, enquanto as crianças de seis meses a menores de seis anos alcançaram 41,02%. As gestantes, grupo com melhor desempenho, atingiram 64,05%, ainda distante da meta, e a população indígena registrou 30,73% de cobertura.

Segundo a análise da Sesacre, os dados ajudam a explicar por que os extremos de idade continuam concentrando a maior parte das internações por SRAG. O boletim destaca que a baixa adesão à vacina facilita a evolução dos casos de síndrome gripal para quadros graves, sobretudo entre crianças pequenas, público que lidera as hospitalizações neste ano.

O cenário é observado em meio ao aumento expressivo das internações por síndrome respiratória grave no estado. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 23 de 2026, o Acre registrou 1.625 casos de SRAG, o maior número do triênio analisado, impulsionado principalmente pela circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e do rinovírus. Ao mesmo tempo, a Covid-19 perdeu participação entre os casos graves em comparação aos anos anteriores.

Para a Secretaria de Estado de Saúde, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias para reduzir hospitalizações e mortes por influenza, especialmente entre crianças, idosos, gestantes, puérperas, indígenas e pessoas com doenças crônicas.

O órgão também recomenda manter medidas preventivas como a higiene frequente das mãos, a etiqueta respiratória e o uso de máscara por pessoas com sintomas gripais ou pertencentes aos grupos mais vulneráveis.

Compartilhe em suas redes

BANNER NATIVIDA AC - 05 03 2026 (1)_page-0001